quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

TERRAS DE ALGODRES, UM SONHO PARA 2008


Mais um ano está prestes a findar. Nesta noite, tive um sonho. Sonhei que a terra que me viu nascer, em 2008, era uma terra com futuro. As gentes da minha terra, onde eu me incluo, já não necessitam de partir em busca de melhores condições de vida. O Turismo passou a ser a grande fonte de rendimento do concelho. As pessoas começaram a reconstruir as casas paternas; os casais começam a fixar-se e as escolas primárias começam a reabrir. Um escola profissional, entretanto abriu. Os nosso jovens têm uma outra alternativa na sua formação. As aldeias começam a ter vida, havendo uma convivência sã entre mais novos e mais velhos. Os usos e costumes antigos passam a fazer parte do programa cultural da Câmara. Em cada aldeia há uma associação recreativa e cultural e não só associações de carácter social. Ao longo do ano, estas associações relembram o viver e o sentir dos nossos antepassados. Os Ranchos Folclóricos e grupos musicais começam a ouvir-se e a fazer-se ouvir pelo país. As pessoas começam a acreditar nas suas capacidade para desenvolver a sua terra. Todos os palmos de terra são agora cultivados, dotados da melhor tecnologia. O vinho, o azeite e o queijo passaram a ser a triologia que se associa a uma gastronomia única e muito apreciadada por quem nos visita.


A nossa terra é agora visitada por muitos turistas. Estes agora têm casas reconstruidas onde podem desfrutar das belas paisagens do nosso concelho. A Empresa fundada para dar vida às casas abandonadas, passou a ser fonte de receita para os cidadãos do meu concelho. Os turistas apreciam o pastar de rebanho e todo o cerimonial que o envolve. A ideia do meu amigo Albino concretizou-se: agora temos uma parque temático sobre o queijo da serra e tudo o que o envolve. São vários os percursos pedestres que possibilitam usufruir das belas paisagens e dos monumentos que esta terra possui.No rio mondego, fazem-se percursos de canoa. Como é saboroso ouvir as aves cantar, a brisa bater nas faces e sentir os cheiros!


Perante esta realidade, as pessoas são livres, pois têm o seu rendimento no final do mês. O seu emprego é agora fruto do seu empenho e não de um compadrio de qualquer índole. As eleições locais são agora momentos de festa e de convívio. As pessoas participam activamente na eleição dos seus representantes, respeitando aqueles que pensam de maneira diferente.


Acordei! O sonho era maravilhoso para estas terras e para as sua gentes!


Há que acreditar, pois "sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança".




UM ÓPTIMO 2008 PARA TODOS OS MEUS CONTERRÂNEOS E AMIGOS QUE TÊM A GENTILEZA DE ME VISITAR NESTE ESPAÇO!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Uma Noite de Natal nas Terras de Algodres


Na noite de Natal, a aldeia transmitia um aroma diferente. Era uma noite especial. Os vizinhos levavam uns aos outros presentes, fruto do seu trabalho na terra. Alguns ofereciam aquela garrafa de azeite que temperava as batatas, as couves, a sopa de natal e o bacalhau que nessa noite era rei. Outros ofereciam o vinho que aquecia o coração dos homens e os tornavam meninos, ,à semelhança daquele que sendo Deus se fez homem.A Ceia de Natal era o grande momento de ternura entre as famílias.

A lareira tornavam o ambiente acolhedor e lembrava às crianças que à meia-noite era necessário colocar o sapatinho, pois o Pai Natal iria chegar pela chaminé e deixar aquelas meias que iríamos calçar no dia de Natal; ou aqueles pequenos chocolates representando o Pai Natal, as renas ou pequenos carrinhos delicosos.

Na torre, davam-se as primeira badaladas, recordando que à meia-noite haveria a missa do galo.

Após o manjar, as nozes e as avelãs ajudavam a passar o tempo até à meia noite, o jogo das cartas era outra alternativa. Os rapazes iam-se juntando à fogueira e conversavam animadamente, acompamhados por uma bebida festiva.

Na igreja, começava a novena do menino. A letra da música "Vinde já, ó Deus menino, vinde alegrar os mortais...", era cantada exuberantemente pelas crianças. O Sr. Abade preparava-se para a celebração da missa. Por vezes, era comum aparecer aquela figura típica, que muitas vezes vivia muito só e naquela noite, fruto da companhia de um "copo a mais", causava um burburinho no decorrer da celebração.Também isso começava a ser uma tradição da missa do galo.

A noite termina cantando e beijando o Deus Menino que se fez homem para nos salvar.

O frio era atenuado pela felicidade interior, fruto da paz e da humanidade que se viveu ao longo da noite.


PARA TODOS AQUELE QUE ME TÊM VISITADO, DESEJO UM SANTO E FELIZ NATAL!

domingo, 16 de dezembro de 2007

As minhas Professoras Primárias

Aproxima-se o Natal. Com ele vêm-nos à memória pessoas que marcaram a nossa infância. Hoje, recordo as minhas duas professoras primárias:Professora D. Maria de Lurdes Pinheiro Marques e Professora D. Feliciana. Felizmente, ainda são vivas. Da primeira, recordo a exigência associada à disciplina bem como o reconhecimento de quem trabalha; da segunda recordo o seu carácter afectuoso para com os seus alunos. De factos, estas duas professoras, marcaram a minha infância. Hoje, como professor, procuro misturar estas duas facetas. Paralelamente à exigência (Infelizmente cada vez é menor), procuro transmitir aos meus alunos a minha amizade, fazendo-lhes ver que para além de aprender muito português, disciplina que lecciono, urge saber ser e saber estar.
Ainda hoje, quando tenho oportunidade de cumprimentar as minhas professoras primárias, verifico que permanecem esses laços de estima, apesar de já terem passado trinta anos.
Cada vez mais, nos nossos dias, estes laços e reconhecimento daqueles que nos ensinaram as primeiras letras vão rareando. São também essas pessoas que após tantos anos a darem tanto ao concelho, deveriam ser merecedoras de um reconhecimento público.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

POR UM CONCELHO COM ROSTOS!!


Cada vez mais, vamos verificando que as associações desportivas e culturais vão tendo alguma dificuldade em encontrar dirigentes que queiram, de um modo desinteressado liderar esses organismos, tão importantes para a vida social de um concelho. Coloca-se a questão: "Será que esses homens e mulheres que trabalham sem qualquer ordenado na promoção do desporto e da cultura, são reconhecidos pelas entidades locais?". Se queremos que essas pessoas não desistam há que incentivá-las e, porque não, atribuir-lhes um reconhecimento público mais formal no dia do Município? Para além destes dirigentes, seria interessante fazer um reconhecimento público dos jovens do nosso concelho que se distinguem nas várias áreas: desporto, cultura, solidariedade, etc. Porque não atribuir um prémio aos melhores alunos que terminam o secundário? (Prémio Dr. António Menano, por exemplo).Porque não reconhecer aqueles emigrantes que têm a sua terra no coração e a divulgam, ou que têm contribuído economicamente para o desenvolvimento do concelho?

Penso que estes pequenos gestos de reconhecimento poderiam servir de incentivo para que as pessoas nunca se deslinguem da sua terra, apesar de algumas vezes terem que o fazer. Levaria muitos outros a dedicarem-se à causa pública.

Há que reconhecer e divulgar o rosto das pessoas que têm orgulho na sua terra e, através das suas obras, a dignificam e a divulgam.

Precisamos de ter um concelho com rostos. Apostar na pessoa humana das Terras de Algodres é o melhor investimento que uma autarquia pode fazer!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PAISAGEM DE OUTONO EM FIGUEIRÓ DA GRANJA


Nesta época, é muito interessante fazer um passeio pelos montes e vales de Figueiró da Granja e apreciar as cores outonais que a natureza nos oferece.
Quem vai em direcção ao Rio Mondego por este caminhos íngremes (como eu o fazia frequentemente na minha infância), vislumbra este cenário maravilhoso que muitos turistas desejariam conhecer!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Apostar no ser humano para ganhar o desenvolvimento



Eis mais uma das ruas da minha terra. Por ela, foram muitas as gerações que por lá passaram. Neste balcões, no Verão, era comum as pessoas sentarem para "apanharem a fresca". Na minha infância sentei-me muitas vezes nestas escadas, ouvindo histórias dos mais velhos. Eram momentos únicos: escutar aqueles que eu considero "bibliotecas vivas". Hoje, este ritual vai sendo ultrapassado pela TV e internet. Muitos destes seres humanos já não estão entre nós. Também eles tinham muitos sonhos, alguns dos quais não conseguiram realizar.


Quantas vezes esses sonhos foram castrados, só por causa do medo de arriscar, e de não acreditar!

Reflectindo acerca da sociedade e da personalidade das gentes das terras de Algodres, onde me incluo eu próprio, fico com a sensação que, por vezes, nós, devido ao contexto em que estamos inseridas, não acreditam nas potencialidade que possuimos. Considero que há toda uma cultura tão enraizada, com muitos anos que faz com que muitos se resignem à situação em que se encontram. À semelhança da Idade Média em que o nosso destino estava marcado por Deus de acordo com o berço e por isso não havia nada a fazer. Quem nasceu numa familia dita "nobre" será sempre vista como "o filho do Sr...." e não se olha se o mesmo é competente na profissão que exerce ou se é um cidadão exemplar perante os seus conterrâneos. O mesmo acontece relativamente ao que nasce num berço, cuja familia é considerada humilde. Este é visto como alguém que, à partida, esta limitado ao facto de ter nascido nesse berço e é sempre visto como alguém que jamais chegará longe.Daí, verificarmos que muitas dessas pessoas, fora da sua terra conseguem ser grande empreendedores e muito respeitados nas terras que os acolheram. Penso que é esta abertura que falta e acreditar que o mais importante é a pessoa que cada um é, independentemente da família ou da terra onde nasceu. Com o 25 de Abril, visava-se que este ideal de igualdade e acreditar na pessoa humana fosse uma realidade. Infelizmente, ainda há que levantar algumas barreiras. Até ao nível autárquico, há que sensibilizar as pessoas a acreditarem que são capazes de ter ideias novas e a avançar em projectos diferentes independentemente da família, dos estudos, da terra onde nasceu, etc.

O mesmo deve acontecer a quem escolhe a nossa terra para trabalhar ou a quem regressa depois de alguns anos fora da sua terra, um busca de melhores condições de vida. Estes trazem um potencial que deve ser aproveitado, acolhendo-os e aceitar as ideias novas que trazem consigo.

Num mundo global onde vivemos, cada vez as fronteiras são mais ténues. Nós devemos abrirmo-nos ao mundo com o que somos e acreditando em nós e nas nossas capacidades, independentemente da família, religião, raça, etc. Com o contributo de todos, teríamos uma terra mas desenvolvida.Há que passar de um Teocentrismo para um Antropocentrismo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Um Cartão de Visitas



Esta duas rotundas estando bem cuidadas, com a vila de Fornos de Algodres como pano de fundo, estariamos perante um belo cartão de visitas, à saida da A 25!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Fornos de Algodres, um Presépio Natural



Quando saimos da A25, no nó de Fornos de Algodres, deparamo-nos com uma vista panorâmica exepcional da Vila de Fornos. A beleza da nossa sede de concelho poderia ser explorada um pouco mais. Alguém me dizia que vista de longe parecia um presépio. Numa altura em que se aproxima a época natalícia, seria interessante explorar a sua situação natural e associá-la a esta época. Dir-me-ão que a situação financeira não é a melhor para grandes enfeites. Todavia, um projecto de embelezamento que tornasse a nossa vila a Capital do Natal, possibilitaria a vinda de muitos que, indo em direcção à serra nesta época, não deixariam de nos fazer uma visita, contribuindo assim para deixar riqueza no nosso concelho. Associar o embelezamento natalício, fruto das nossas condições geográficas, à gastronomia regional, onde se incluiria o nosso queijo da serra, seria um bom investimento para o concelho. Veja-se a ilha da Madeira que tão bem soube explorar a sua condição geográfica que torna o Natal e o Fim do ano muito apetecido pelos turistas.

É evidente que um projecto destes deveria ter parceiros, onde se incluem as escolas, as poucas associações, a igreja, o comércio, restaurantes locais,etc.

Visto que esta ideia necessitava de uma programação atempada, pelo menos, alerto a quem de direito que veja o estado em que se encontram as rotundas à saída da A25. É um cartão de visitas não muito satisfátorio. Pelo menos, neste Natal, lancem um desafio às escolas para embelezarem estes espaços, de modo a que quem nos visita possa ficar bem impressionado com estas belas Terras de Algodres.







quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O VIVER E O SENTIR DE UM POVO

A nossa juventude, quando motivada e com projectos válidos, é capaz de realizar grandes feitos. Eis a prova disso mesmo:







O CORTEJO ETNOGRÁFICO, A MÚSICA POPULAR E AS EXPOSIÇÕES REINAVAM NAS JORNADAS RECREATIVAS E CULTURAIS DE FIGUEIRO DA GRANJA, E RETRATAVAM O VIVER E O SENTIR DE UMA REGIÃO:

domingo, 18 de novembro de 2007

JORNADAS RECREATIVAS E CULTURAIS




Num comentário anónimo no blog do amigo Al Cardoso, Aqui d'Algodres um anónimo apresentava algumas observações relativas ao meu contributo cívico no concelho de Fornos. No sítio certo já lhe foi dada a resposta. E para comprovar o meu envolvimento em actividades na freguesia, hoje recordo o cortejo etnográfico realizado no âmbito das "Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja", aquando da minha presidência na Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja. Estas foram uma oportunidade de divulgar os usos e costumes desta região, bem como as actividades agrícola. Nesse cortejo, foi interessante verifcar o empenho da juventude local que com poucos meios, fizemos uma actividade única no concelho. Para além deste cortejo, a música popular, as tasquinhas regionais e exposição de artesanato foram uma realidade única.
Daqui lanço o desafio que se façam anualmente umas Jornadas Recreativas e Culturais a nível concelhio, possibilitando assim divulgar tudo o que de bom a nossa terra possui. Essas jornadas deveria ser bem programadas com todas as forças vivas do concelho e divulgadas pelos meios de comunicação social, de modo a que aqueles passem a falar daquilo do que de bom há no nosso concelho. Seria interessante, nessas jornadas, juntar também todos aqueles que gostam da nossa terra e reflectir acerca das várias possibilidades de desenvolver o concelho.

É nesta troca de experiências que Fornos necessita. O Blog "Aqui d'Algodres" tem tido um papel muito importante na divulgação do nosso concelho e nas ideias e debates que surgem, seria bom juntar todos os que nele participam. Penso que uma jornadas deste tipo seriam uma óptima oportunidade de juntar todos aqueles que reflectem e gostam da nossa terra.

Considero que deveria ser uma associação a liderar esta actividade. Como sócio da Associação Terras de Algodres, lanço esta ideia aos corpos directivos da associação. Da minha parte, se o desejarem e dentro da minha limitações podem contar com a minha colaboração na organização.




















quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Local Paradisíaco das Terras de Algodres

O nosso Mondego caminha para o mar.
Com ele, são muitos os que o acompanham em direcção ao litoral!
Para quando esta terra passará a ser um porto seguro?


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Uma oposição forte faz um concelho forte!

Nas nossas Terras de Algodres, para além de uma autarquia sem ideias, verificamos que a oposição, que deveria assumir um papel firme de alternativa ao poder instalado, não se ouve nem se conhecem os projectos que apoiam ou que apresentam. Somente a um ano das eleições é que aqueles começam a movimentar-se para arranjar as listas candidatas. Quem está longe do concelho, e não só, muitas das vezes nem conhece as caras que podiam ser alternativa ao poder democrático autárquico instalado. Era dever dos eleitos quer dos que estão no poder quer dos que se encontram na oposição, passar uma ou duas vezes pelas freguesias e sede do concelho e conhecer as dificuldades e as carências de modo a apresentarem as soluções mais válidas. Para além das assembleias municipais e de freguesia, os meios de comunicação social e a internet são outros meios que a oposição poderia utilizar para criticar, lançar novas ideias e informar os eleitores.Por isso, todos aquele que se consideram capazes de uma alternativa com um projecto válido, deveriam começar, desde já, a trabalhar, criando uma equipa que começasse a trabalhar num projecto diferente e ambicioso e demonstrar que o Concelho tem futuro.
Os que se encontram hoje no poder deveriam também eles demonstrar o trabalho realizado e apresentar novas ideias para o futuro.
Para se ganharem eleições amanhã deve começar-se "ontem" a andar no terreno e a viver os problemas concretos das pessoas.
O poder não é mais do que um meio de servir e não um meio de se servir!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Castro de Santiago, um tesouro empresarial escondido!

No passado fim de semana, tive a oportunidade de revisitar locais da minha terra, especificamente o Castro de Santiago.Na verdade, estamos perante um local único, onde a paisagem deslumbrante nos possibilita avistar Fornos, Algodres, Vila Chã, Gouveia, Figueiró,Celorico, etc. Os nossos antigos eram já uns grandes estrategas na descoberta de locais naturalmente fortificados. Poderá perguntar-se se este espaço único e tudo o que o envolve (rio, Sra dos Milagres, etc) está verdadeiramente potencializado. É evidente que não. A construção de uma pousada na encosta do castro, bem como outras infraestrutuas de apoio (Campos de jogos, piscinas, percursos pedestres e a cavalo, canoagem no rio Mondego, etc.) seria uma solução que bem gerida e bem divulgada traria riqueza e poderia fixar muitas pessoas. Paralelamente a esta hipótese, há um conjunto de casas chamadas "as quintas do castro" que estão em total abandono com paredes em pedra quase a cair, com uma eira ,etc. Daí podemos ver ao longe o nosso rio Mondego, as encostas da Serra da Estrela e a actual A25. Os turistas alemães, franceses, americanos, holandeses, se conhecessem este local não tenho dúvidas que já o teriam potencializado, reconstruindo um pequena aldeia beirã com a sua tradição. Já que não surgem ninguém com projectos (muitos nem conhecem este local), deveria a autarqui ter uma visão mais alargada e elaborar um projecto de informação e divulgação que chegasse aos grandes empresários nacionais e aos nossos emigrantes que possuissem capacidade económica para investir.Seria uma óptima oportunidade para as pessoas se fixarem e criarem riqueza na terra que os viu nascer. Se eu tivesse grande poder económico, não tenho dúvidas que seria um projecto que abraçaria, pois estou certo que seria um projecto ganho

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Associativismo, a alma de uma terra!

O associativismo revela a vivacidade de uma terra. Muitas das manifestações de âmbito cultural têm origem nas associações de carácter juvenil. São os jovens com a sua irreverência que ajudam a não deixar morrer aquilo que os nossos antepassados nos legaram.Qual o estado do associativismo no concelho de Fornos de Algodres?
Verificamos que para além das manifestações desportivas, especificamente o futebol, muito bem representado pela Associação Desportiva, não há manifestações da vertente cultural. Os usos e costumes, legados pelos nossos antepassados não são dados a conhecer aos mais novos. Como seria bom que em cada freguesia houvesse uma associação que promovesse esta vertente, tão esquecida pelos nossos governantes locais. A Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja foi uma das associações que ao longo de alguns anos editou um jornal, realizou jornadas recreativas e culturais, editou postais, promoveu os usos e costumes locais, realizou cortejos etnográficos, tinha um grupo de música popular, etc. Todavia, a mobilidade dos nossos jovens por motivos pessoais e profissionais (onde me incluo eu) associado a interesses políticos mesquinhos, faz com que esta vertente tão importante fosse esquecida.
Onde estão os ranchos folclóricos, as bandas de música, os grupos de música popular, o teatro de carácter popular?

A Grandeza e a vivacidade de uma terra retratam-se nas manifestações culturais!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Jornais locais e regionais, um complemento na democracia

Cada vez mais, os meios de comunicação social têm um papel importante na sociedade. Hoje, quero-me referir especificamente aos jornais e o seu papel no complemento na democracia local. Considero que as terras são cada vez mais evoluidas quanto a democracia funcione e a rotatividade dos partidos seja uma realidade. Paralelamente a isso, os jornais locais devem servir para divulgar tudo o que de positivo e de bom se faz nos concelhos e freguesias, sendo por isso, por um lado a voz do poder instituído, mas devem ser também a voz crítica da oposição bem como as alternativas apresentadas.Além disso, a divulgação das actividades de cariz religioso e associativo bem como a divulgação de aspectos culturais e históricos de uma região devem estar presentes.
Uma sociedade evoluida é uma sociedade que não tem medo dos meios de comunicação mas considera-os uma mais valia para o progresso dessa mesma sociedade.
No que diz respeito ao concelho de Fornos de Algodres, verifico que seria muito importante a existência de uma jornal que possibilitaria informar acerca de tudo o que se passa no concelho e iria ter um papel importante não só no desenvolvimento do concelho, mas seria um óptimo meio para chegar informação aos nossos emigrantes.
Veja-se o contributo do Sr. Albino no site "Aqui d'Algodres" que apesar de distante tem contribuido com as suas ideias para tornar as Terras de Algodres uma terra com ambição.
Infelizmente, na nossa terra onde a população e muito idosa nem todos sabem lidar com este excelente meio de comunicação daí um jornal local seria uma alternativa.
Termino com um apelo para que se pense na criação de um jornal local. Da minha parte e dentro das minhas possibilidade terão sempre a minha colaboração.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Serra, Rio, Queijo e estradas, o segredo para o desenvolvimento?

Desde há muito tempo, tenho reflectido acerca das potencialidades que o nosso concelho possui e que poderiam ser a alavanca para o progresso nas Terras de Algodres. Na verdade, somos possuidores de paisagens magníficas, servindo de varanada para a Serra da Estrela; o rio Mondego passeia a nossos pés; hoje temos meios de comunicação que nos colocam, com comodidade e rapidez juntos dos grandes centros de decisão regional e nacional; finalmente, somos possuidores de um produto com qualidade única, O Queijo da Serra.Perantes este cenário porque será que os nossos jovens continuam a sair em busca de melhores condições de vida? Porque é que os concelhos vizinhos estão cada vez mais desenvolvidos em detrimento do nosso? Será que a culpa está em todos nós? Nos poderes de decisão regional e nacional?Nos autarcas que nos governam?
Lançavam estas perguntas para reflexão de todos os que gostam destas belas terras de algodres e desejam o melhor para elas e para as suas gente.

sábado, 23 de junho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Figueiró, minha aldeia linda!

É com estas palavras que o povo caracteriza a sua terra. Todavia, a beleza da terra não condiz com o ambiente social, político e económico que a envolve. Hoje, em Figueiró, não se sente a verdadeira liberdade. Quando não há liberdade, causa primeira da felicidade, as terras não progridem e as pessoas vão em busca de melhores condições de vida.Daí a desertificação ser uma realidade na nossa região. Infelizmente, as Terras de Algodres de hoje são terras sem alma e sem vida. É com muita pena que faço esta afirmação! Gostaria que a nossa terra fosse não só linda exteriormente mas também interiormente. Este blogue visa dar voz a todos os figueiroeneses e fornenses que sentem a sua terra com o coração!