sexta-feira, 25 de julho de 2008

UMA TERRA COM FUTURO DEVE ABRIR-SE AO EXTERIOR






Na passada semana, no âmbito de uma geminação entre uma freguesia de Viseu (S. João de Lourosa) e uma localidade francesa (Le Cerqueux), tive oportunidade de contactar com a realidade física e social francesa. Esta geminação, apoiada pela UE, possibilita a troca de experiências a vários níveis entre dois povos diferentes mas cada vez mais próximos, num mundo global em que hoje nos encontramos. A título de convidado, pois ia integrado no grupo de musica do qual faço parte "AD LIBITUM", senti um verdadeiro acolhimento e verifiquei a abertura ao mundo que estas comunidades apresentam. Numa Europa que pretendemos que seja cada vez mais dos cidadãos, urge fazer este tipo de encontros. Em Terras de Algodres, há alguma geminação com freguesias de outros países? Penso que Fornos de Algodres tem uma geminação com uma localidade francesa. Hoje em dia, uma terra com futuro não pode limitar-se a abrir-se e a associar-se com terras vizinhas. Há que fazer encontro além fronteiras e trocar experiências com outras realidades económicas, sociais, culturais, recreativas, etc.

Quanto maior for a abertura de uma terra ao exterior, maior e melhor será o seu desenvolvimento.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

TUDO BONS RAPAZES: G. CAPITÃO DE ABRIL


Há pessoas nas nossas Terras de Algodres, dotadas de grandes capacidades e potencialidades que na infância sonharam em ser felizes. Aos poucos esses sonhos foram roubados.

Com a devida autorização do autor, ousei publicar este texto que relata a infância feliz de um grupo de amigos em Figueiró da Granja, há mais ou menos 40 anos atrás. O Capitão G (provavelmente muitos identificam este pseudónimo) também tinha sonhos que aos poucos, devido às circunstâncias da vida, lhe foram retirados. Humanidade e literariedade resumem este belo texto que relata um pouco a sociedade figueiroense na década de 70.Obrigado, caro anónimo por esta partilha!

Até entrar na escola primária o mundo inteiro era o meu quintal, entre muros altos e oliveiras, laranjeiras, uma figueira e um abrunheiro; percorri de triciclo as veredas enormes de flores e couves a perseguir pardais e libelinhas e a ser perseguido por Jesus, Maria e José, garantia de lugar no céu; também a aprender a ler, escrever e contar, para não ficar parvo; e depois de almoço, contrariado, fazia uma salutar sesta de «só cinco minutinhos», até ao lanche.Era um mundo governado por Salazar e pela tia A.Iniciei-me, portanto, nas amizades quando entrei para a 1ª classe, com o fascinante G. com quem privei dos sete aos doze anos.Com ele e outros ganhei competências essenciais de vernáculo e camaradagem, as Aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn e os desamores da menina de «Uma Casa Na Pradaria.»G. encostou-se ao vinho aos 13 ou 14 anos, onde ficou a vida inteira, e só a sua extraordinária robustez permitiu que a bebedeira envelhecesse até o fígado patinar no Outono passado.Recordo, especialmente, o Verão Quente e a Nossa Tropa, com a recruta ganha na «ferraria», nas «poldres» e «catraia», à cata de bufos, pides, latifundiários e demais fascistas, por tabernas e mercearias de Figueiró, com o revolucionário propósito de um divertido enxovalho. Reencontrei-o em Setembro último e, amarelo de icterícia, avisou-me grave: «...isto...desta vez...»Desta vez e ao contrário de todas as outras, não houve Verão Quente, «Uma Casa Na Pradaria» ou Mark Twain.Voltarão, certamente.Um abraço, Capitão G.

domingo, 13 de julho de 2008

Depois do Jornal "O FIGUEIROLA", porque não um Jornal "TERRAS DE ALGODRES"?


Há 9 anos atrás, o Jornal " O Figueirola", orgão oficial da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja, noticiava assim as II Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja.
Este jornal, para além de dar notícias das actividades da associação, era um meio de transmitir as vivências em Figueiró da Granja (nascimentos, casamentos, baptizados, "notícias da nossa terra", etc.). Possibilitava também a troca de ideias sobre os mais variados temas. Recordo os artigos de opinião sobre a Regionalização do Dr. José Miranda, Presidente da Câmara (PSD) e do Eng. Carlos Costa (PS), então vereador. As participações do Jornalista aposentado de "O Comércio do Porto", O sr. Aníbal Pacheco bem como do Dr. Veiga que infelizmente já não se encontra entre nós. A nossa cultura também não era esquecida com alguns excertos da obra "Terras de Algodres". Alguns reparos também eram feitos, como foi o caso da capela da Copacabana que então estava totalmente em ruínas mas que hoje está recuperada.
Penso que um projecto destes, a nível concelhio (com correspondentes das diversas freguesias), tornaria um concelho mais unido, possibilitando a divulgação de tudo o que de bom se faz e existe em Terras de Algodres bem como a promoção das suas gentes e uma maior ligação com todos aqueles que apesar de distantes, sentem a sua terra.
Daria a possibilidade às diversas forças políticas locais (de uma forma mais visível) manifestarem as suas ideias e os seus projectos. Com isso, o cidadão estaria melhor informado para votar de acordo com a sua consciência aquando das eleições.
A democracia no concelho ficaria a ganhar!
TERRAS DE ALGODRES seria um nome interessante para um projecto como este.
Haja alguém que lidere um projecto desta índole e terá aqui um colaborador, se assim o desejar!



terça-feira, 8 de julho de 2008

AS JORNADAS RECREATIVAS E CULTURAIS DE FIGUEIRÓ DA GRANJA ONTEM E HOJE

ONTEM
HOJE
Tive conhecimento, através do site da Câmara Municipal de Fornos de Algodres http://WWW.cm-fornosdealgodres.pt/nt_076.php, que irá realizar-se no próximo fim-de-semana as IX Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja. Esta é uma das actividades que a mim me diz muito, pois iniciou-se aquando da minha passagem como vice-presidente da direcção (I Jornadas Recreativas e Culturais) e depois como Presidente (II Jornadas), etc. da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja. Verifico que as actividade são muito semelhantes às das segundas Jornadas, como se constata nos cartazes que no meu tempo eram mais pobres em termos gráficos, pois o dinheiro não era muito, mas rico em termos de expressão artística por parte do João Furtado.
Apesar de não concordar com o rumo directivo que hoje a associação leva, sou daqueles que coloco em primeiro lugar a minha terra e faço votos par que estas jornadas tenham sinceramente o êxito desejado.Esta é uma actividade única no concelho, pois permite, através do cortejo etnográfico, transmitir o viver e o sentir das gentes de Figueiró da Granja e das Terras de Algodres. Daí seria óptimo alargar este projecto a nível concelhio, fazendo participar todas as freguesias num belo cortejo na sede do concelho (Dia do feriado municipal, por exemplo). Cada vez mais, o nosso concelho necessita de actividades com raízes, que venham do povo genuíno.
Já lá vão 10 anos!Recordo as dificuldades que tivemos que enfrentar para realizar este projecto!Não foi fácil a vida da associação nessa época! Muitos que criticaram este evento estão hoje na "primeira fila"!Hoje sinto a compensação de verificar que este é um projecto único no nosso concelho com um potencial enorme.
Qualquer associação só tem futuro se não se esquecer do seu passado, de todos aqueles que no passado deram o seu contributo. Para além de mim, recordo outros elementos das equipas que estiveram no início destas jornadas: Marco Santos, Sérgio Carvalho, Álvaro Santos,Lurdes,Arminda, Cristina, Nelso, Gina, Mira, Cândido, Carlota, Lídia, João Furtado, José António Neves, Tó Matos e esposa bem como toda a juventude e população de Figueiró da Granja.
Para todos os que hoje estão na preparação destas IX Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja, desejo os maiores sucessos, fazendo votos para que o vosso trabalho genuíno seja compensado pela participação e alegria do povo e não se transforme num evento de campanha a que por vezes outros se associam.
Uma referência para o nosso conterrâneo Albino Cardoso que no seu espaço http://www.aquidalgodres.blogspot.com/, apesar de distante fisicamente, tão bem divulga a nossa terra e este evento em particular.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

UMA AGUARELA ANTIGA DE FIGUEIRÓ DA GRANJA


Confome já referi em artigo anterior, os familiares do Prof. Pinheiro Marques, há alguns anos atrás, juntaram vários textos poéticos da sua autoria (muito pessoais) e fizeram uma publicação muito reservada.
Na contra-capa, foi colocada esta pintura que penso ter sido da autoria do mesmo Professor.
Quem hoje passar em Figueiró da Granja, já não encontrará este belo alpendre também referenciado por Mons. Pinheiro Marques na sua obra "Terras de Algodres".