terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

NOVOS ELEMENTOS NO CAMINHO PARA SANTIAGO (CASTRO DE FIGUEIRÓ DA GRANJA)




Por sugestão de alguns leitores do meu blog que me alertaram para algumas alterações que estavam a ser feitas ao longo do percurso até ao cimo do Castro de Santiago, resolvi informar esse facto e "ouvir" opiniões acerca desta nova realidade.
Assim, quem hoje fizer o percurso até ao cimo do Castro de Santiago vai observando que foram colocadas "alminhas" oriundas de outros locais da povoação, alternadas com cruzes que presumo ser um percurso da Via-sacra que termina na encosta do castro com um conjunto de 3 cruzes.
Estas alterações são positivas?
Houve um estudo acerca da contextualização desses novos elementos num Castro?
Este espaço renovado trará mais gente ao Castro de Santiago?
Que outros projectos poderiam ser feitos para valorizar o castro?
Gostariam de ouvir as opiniões (positivas ou negativas) de todos aqueles que gostam desta terra e conhecem o Castro de Santiago, local importantíssimo na história de Figueiró da Granja, bem como pessoas ligadas à arqueologia.



domingo, 15 de fevereiro de 2009

A LENDA DO QUEIJO DA SERRA


Conta-se que, andava um dia um pastor na Serra da Estrela mais as suas ovelhas e passou por ele um outro rebanho conduzido por uma linda pastora.

Encantado, pôs-se a segui-la de longe e assim andou todo o dia. Quando a noite chegou, deu conta que tinha perdido o odre de leite.

Depois de procurá-lo durante os três dias seguintes, encontrou-o. Ao abri-lo, reparou que o leite se havia transformado numa espécie de massa branca coberta por um líquido amarelado.

cauteloso, provou um pouco daquela massa e gostou.

Assim nasceu o famoso Queijo da Serra da Estrela, o melhor queijo do mundo!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O "ANTROPOCENTRISMO LOCAL"


Hoje, o concelho de Fornos de Algodres possui um conjunto estruturas públicas novas que poderiam e deveriam servir de motivação para o seu desenvolvimento. Graças ao poder central e com a respectiva pressão e colaboração do poder local, hoje Fornos possui um edifício de Tribunal, uma sede da GNR, um Centro de Saúde, um Escola EB2/3, um edifício da Câmara renovado, um Centro Cultural, uma central de camionagem (em construção) praticamente novos.
De facto pode-se possuir tudo isto, mas se não se investe no ser humano local, de pouco servem estes organismos. Há que valorizar cada cidadão, começando por aqueles que mais necessitam. Há que Motivá-lo. Há que sensibilizá-lo para a importância que cada um possui na construção da sua terra e não lembrar-se deles só em épocas eleitorais. Hoje, os líderes locais, para além de "fazer coisas" deveriam ter este papel fundamental motivar para construir.
Quando o Homem passou a ser o centro de todas as coisa, antropocentrismo, os países e as regiões progrediram e marcaram positivamente uma época. Veja-se a época dos descobrimentos.
Também hoje há que passar de um "teocentrismo local" para um "antropocentrismo local!"
Provavelmente, hoje o concelho de Fornos de Algodres necessita de um grande Humanista a liderar o poder local, ladeado por um bom economista.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O PODER INSTALADO

No largo da aldeia existia a taberna do Tio Zé. Era um local com um grande balcão em madeira, coberto por uma tira de mármore. As mesas, em feitío de um pipo, tornavam aquele espaço romântico, ou melhor, pré-romântico. Raro era o dia em que não havia um joguito de sueca. Por vezes, o jogo era de tal modo vivido, complementado pelos copos, provocava algumas zaragatas entre os ilustres jogadores.
Naquela noite, encontrava-se Artur a conversar com o José Pedro e o Lucas, emigrante em França. Os temas das conversas eram sobre futebol, política e as novidades que entretanto iam surgindo na aldeia. O aproximar das eleições, torna o tema das autárquicas de uma actualidade extrema. A determinada altura diz o Artur:
-Quase nem era necessário haver eleições... Já todos sabem quem vai ganhar!
-Infelizmente, falta gente de coragem para enfrentar o poder instalado... -retorquiu o amigo José Pedro.
-Em França, verifica-se uma rotação nos executivos do poder local. -disse o emigrante.
- Como consequência, o país é mais desenvolvido que o nosso!- Cocnluiu Artur.
-Tens razão. Mas, porque não arranjas uma equipa e te candidatas, Artur?- desafiou o emigrante.
-Terias todo o meu apoio.-Concluiu o José Pedro.
-É muito difícil!...
Artur regressou a casa, pensativo. Como era habitual, fez a sua leitura, hábito que herdara desde os bancos da escola. A determinada altura, confrontou-se com a seguinte frase: "Quem não se arrisca a uma derrota, jamais alcançará uma vitória".