domingo, 29 de março de 2009

A "BLOGOMANIA", UMA FORMA DE DIVULGAR E PENSAR AS TERRAS DE ALGODRES


Num mundo em que a comunicação passou a ter um papel fundamental nas sociedades, resultando daí o seu desenvolvimento, urge dotar as nossas terra de meios que permitam, aos seus habitantes e a todos os que têm alguma ligação com as mesmas, opinarinem acerca da sua realidade política, social, religiosa, cultural, etc.
Esta forma de comunicação, através de Blogs, em algumas localidades, tornou-se já um meio, através do qual as pessoas têm possibilidade de dar a sua opinião cerca do viver e do sentir da sua terra. O Blog de Forninhos é pois um exemplo onde se constata esta troca democrática de opiniões, acerca do que se passa na terra que todos gostam, independentemente de viverem actualmente na mesma.
No nosso concelho, vão sendo raros ainda estes espaços de opinião. Para além do Blog "Aqui d'Algodres" e do meu modesto contributo através deste espaço, vão sendo ainda muito poucos. Seria bom que os jovens locais, mais dados à novas tecnologias, se interessassem por esta forma de comunicaçaõ de modo a darem a conhecer a nossa terra e a darem a sua visão da realidade que os circunda!

domingo, 22 de março de 2009

A ÁGUA E OS LIMITES DE FIGUEIRÓ DA GRANJA

No dia em que se comemora o Dia Mundial da água, eis como Mons. Pinheiro Marques nos fala deste recurso, como meio de delimitar as terras e neste caso a freguesia de Figueiró da Granja:

"O limite de Figueiró tem a forma de um triângulo e é dos mais belos e ricos deste região de Algodres.
É cortada por cinco correntes de água, que lhe fertilizam as várzeas, a saber: a Ribeira da Cortegaça, que vem do concelho de Trancoso e rega com suas levadas as várzeas do mesmo nome; o Ribeiro do Relão ou da Fonte Arcada, ou da Musga, que tem princípio no sítio da Figueirinhas, em Vila Chã, e entra no Mondego pelo vale do Juncal; o Ribeiro da Fonte ou do Carpinteiro que fertiliza todo o vale de S. Silvestre e Colhereiro até ao Malreza; a Ribeira de Cortiçô, que os de Fornos de Algodres chamam Ribeira de Figueiró e vai desaguar ao Mondego no sítio da Cêrca; e finalmente o caudaloso e cachoante Mondego que rompe, comímpeto e fúria, pr cima das rochas e dos açudes, escavando o seu leito entre os fraguedos ásperos do Valcovo e das Ladeiras."

In "Terras de Algodres"
Mons. Pinheiro Marques

domingo, 15 de março de 2009

UMA RADIOGRAFIA AO ASSOCIATIVISMO EM TERRAS DE ALGODRES - CARIZ SOCIAL


No passado sábado estive na minha terra natal, Figueiró da Granja. Ao balcão do café encontrei o Ricardo que já não via há algum tempo, desde o tempo em que pertencia aos orgãos sociais da Associação recreativa e Cultural de Figueiró da Granja. O mesmo jogava nas camadas jovens da referida associação e colaborava muito na vida da mesma! Como o tempo passa rapidamente!
Como é próprio das crónicas, um acontecimento banal pode levar-nos a explorar um tema do interesse da comunidade local. Neste caso, levou-me a questionar o modo como se encontra a vida associativa do concelho de Fornos de Algodres na sua vertente social, cultural e desportiva.
Gostaria de colocar em debate este tema, abordando neste post as associações de carácter social. Qual a sua importância num concelho do interior? As associações existentes conseguem dar resposta a todas as solicitações e necessidade do concelho? Quais as suas maiores dificuldades? Têm tido todo o apoio quer ao nível do poder local quer do central? A contratação do pessoal é feita de uma forma justa e transparente? Para além de dar resposta às necessidades básicas, há outras valências que permitem dar igualmente um bem estar psicológico aos seus utentes? Estes sentem-se felizes com o apoio que lhes é dado? O que se poderia fazer melhor?
Como tem havido alguma participação neste meu espaço, ousei lançar mais uma vez um debate que se pretende construtivo, nesta questão concreta do associativismo, mais especificamente o que abrange a vertente social.

domingo, 8 de março de 2009

PADRE ANTÓNIO MARQUES CLEMENTE, UM AMIGO QUE PARTIU HÁ 16 ANOS





No passado dia 1 de Março, passou mais um aniversário da morte do saudoso Padre António Marques Clemente, meu tio e padrinho.
Tendo já destacado neste espaço pessoas naturais das Terras de Algodres, queria hoje lembrar alguém que pelo seu exemplo de humildade e humanidade me marcou especialmente, o Pe. Clemente. Se há sacerdotes que viveram e vivem plenamente a sua vocação, estou certo que ele foi um deles. Recordo a sua capacidade de fomentar a unidade entre as pessoas, tratando a todos de igual modo, não fazendo diferenciações de qualquer índole (estatuto social, político, etc.)
Nas paróquias por onde passou, Pinheiro de Lafões, Penaverde e Queiriz chegavam-me ecos da sua bondade, o que não era novidade para mim. No seminário de Fornos, onde esteve até ao final dos seus dias, tive a oportunidade de comprovar isso.
Durante os últimos anos, foi ainda capelão da igreja da Misericórdia onde celebrava missa todos os domingos, sempre com a igreja cheia de gente. O provedor, O Sr. Paulo Menano de quem era muito amigo levava-o e trazia-o quer para Figueiró quer para o Seminário. Também ele amava sua terra e as suas gentes. Para com todos, ele tinha sempre uma palavra amiga!
Pe. António Marques Clemente, um humanista que cultivava a amizade.