quarta-feira, 25 de junho de 2008

O RIO DA MINHA TERRA, O MONDEGO


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro

À semelhança do que diz Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, qualquer um que sinta o berço que o viu nascer considera o rio da sua terra como o mais belo de todos. Na minha terra, é o Rio Mondego que passa junto aos seus pés, metaforicamente falando, sendo por isso o mais belo. Nesta época de Verão, como sabiam bem os banhos nas águas das "Poldres", "Ferraria", "Ponte de Juncais", nome de locais por onde o rio passa. Muitas vezes, a não autorização dos pais tornavam estas aventuras ainda mais emotivas. Outras vezes, arranjava-se uma cana, colocava-se fio, anzóis e uma rolha a servir de bóia, grande parte das vezes para não pescar nada. Todavia, a camaradagem dos amigos aliada à expectativa do peixe a "picar", ouvindo o som da água e a aragem do rio, tornaram esses tempos de infância e adolescência inesquecíveis.
" O Rio da minha terra não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele."

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O S. JOÃO EM TERRAS DE ALGODRES



Se S. João soubesse

Quando é o seu dia

Vinha do céu à terra

Com prazer e alegria


Eis como Mons. Pinheiro Marques descreve O S. João em Terras de Algodres:

Nas vésperas, os rapazes e até homens casados e mulheres, vão aos montes colher rosmaninhos e bela-luz, que conduzem em molhos e gabelas. À noite, depois da ceia, acendem-se fogueiras na rua, cada um na sua testada, alimentados exclusivamente de rosmaninhos e bela-luz, que inunda de perfume o ambiente. Em volta da mística fogueira armam-se bailaricos e canta-se em honra do santo.

In Terras de Algodres, Mons. Pinheiro Marques
A foto apresenta o convívio que a juventude de então, há dez anos atrás, fazia junto ao pelourinho de Figueiró da Granja.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

DESCENTRALIZAR PARA DESENVOLVER AS TERRAS DE ALGODRES


Figueiró da Granja, a maior freguesia do concelho de Fornos de Algodres e dotada de uma excelente situação geográfica poderia e deveria reivindicar um conjunto de serviços e estruturas para os seus habitantes e para os das freguesias vizinhas (Muxagata, Vila Chã, Sobral Pichorro, Mata, Fuinhas, etc.). Eis alguns exemplos: em vez de se construirem vários polivalentes ao ar livre que pouca utilização têm, porque não construir um pavilhão e se possível com uma piscina coberta que possibilitasse às crianças, jovens e idosos de Figueiró e das outras freguesias uma prática desportiva regular?Figueiró seria o local ideal para a construção de uma escola moderna dotada várias valência onde poderia e deveria ser integrado o tal pavilhão que acolhesse os alunos do 1º e 2º ciclos de parte do concelho. Serviços como os correios, farmácia, extensão do centro de saúde seria opções que dariam melhor qualidade de vida às suas gentes. À semelhança do que existe em Fornos, porque não um Centro Cultural mais perto das pessoas, possibilitando-lhes momentos de cultura e divertimento.
Em suma, Figueiró poderia e deveria voltar a ser a Vila de Figueiró, no sentido de a tornar dotada de mais vida social, possibilitando com isso um maior investimentos por parte dos particulares nesta linda terra, trazendo assim o progresso e um maior desenvolvimento.
Isto só será possível quando houver uma grande unidade dos políticos e gente influente da nossa terra!


quinta-feira, 5 de junho de 2008

A CASA PAROQUIAL DE FIGUEIRÓ DA GRANJA


Há alguns anos atrás, as casas paroquiais encontravam-se habitadas pelos respectivos párocos. Recordo o Sr. Pe. Artur que residiu durante muitos anos nesta casa paroquial de Figueiró da Granja. Penso que esta casa foi dada à igreja pelo Mons. Pinheiro Marques. Há uma certa dívida de gratidão para com ele. Seria importante prepetuar esse facto.
Recordo o Sr. Pe. Artur nestas escadas "fumando um pensativo cigarro", como diria o Eça. Quando aí passávamos, lá tinhamos de fazer o ritual de pedir a benção ao Sr. Abade. Este gesto que hoje considero de subserviência, fazia com que aquele tivesse um certo domínio psicológico sobre os seus paroquianos, assumindo assim um papel fundamental na vida social e política da freguesia.

Hoje, estes espaços, em grande parte das paróquias, passaram a ser locais ao serviço das mesmas. É o que acontece em Figueiró da Granja, onde hoje funciona como centro de catequese e local de reuniões.