sábado, 30 de maio de 2009

UM "SE" QUE FAZ TODA A DIFERENÇA EM POLÍTICA!

Num ano em que se realizam as eleições para os diferentes orgãos, urge colocar a seguinte questão: "O que é a Política hoje?" Terá como resposta a definição romântica de ser a "arte de servir" ou deverá acrescentar-se o pronome "se", "A arte de se servir"? Marcelo Rebelo de Sousa, numa conferência em Tondela, apontava para este facto de que quem abraçar a política com base na primeira definição, grande parte das vezes, sairá da mesma com os mesmos ou até menos bens materiais. Quem considerar a segunda, constata-se que sai-se da política cada vez mais rico. Qual a que está em vigor nos nossos dias?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A LOJA DA SRA. ARMINDINHA


Uma terra faz-se essencialmente de pessoas. São elas a alma de uma comunidade. Há algumas que devido à sua actividade lidam mais de perto com outras e os seus locais de trabalho tornam-se também espaços de encontro. A loja da Sra. Armindinha era um desses locais. Conforme expressou o amigo Marco Paulo, faleceu na passada semana a Sra. Armindinha e com ela desapareceu também um dos locais mais rústicos: uma mercearia à antiga. Aqui havia de tudo. Na minha infância, recordo o deliciosos pão de Frexes que ela vendia na sua mercearia. Era uma local que servia também de troca de ideias acerca da vida da comunidade.
A lei da vida faz com que pessoas que fizeram parte da nossa infância partam e com elas um pouco da história de uma freguesia.
Este espaço visa também ser um contributo para o não esquecimento de pessoas e lugares que fazem parte da nossa história local.

domingo, 17 de maio de 2009

AFECTIVIDADE, HUMANIDADE E ESPIRITUALIDADE

Ao subir as íngremes encostas, Artur encontrava outros a quem saudava com um "Bom dia" que era retribuído, pelos mais velhos com um "venha com Deus". De facto, o Deus da alegria, para quem o sofrimento não era a razão definitiva de viver, era experienciado por Artur.
Artur nascera numa famíla onde os afectos tinham um lugar fundamental na formação do indivíduo. A humanidade, recheada pelos valores que Jesus Cristo trouxera à terra: amor, verdade, liberdade, solidariedade tornavam-no num ser equilibrado e feliz. Primeiramente a Humanidade e depois a espiritualidade, a religião. Numa Terra onde o Pe. Jorge pregava uma religião de um Deus que castiga, que considerava prioritário a ida à missa, secundada por uma ajuda ao próximo, fazia com que Artur entrasse em conflito a mentalidade da maior parte dos seus conterrâneos.

sábado, 9 de maio de 2009

A ARTE E O SAGRADO

Dentro da esplêndida igreja paroquial de Figueiró da Granja, podemos encontrar o altar de Nossa Senhora do Rosário.
Neste mês dedicado a Nossa Senhora, eis pois a imagem de Nossa Senhora envolvida numa belíssima talha dourada que na nossa infância, enquanto o Sr. Abade falava, nos fazia sonhar e nos transpunha para um local de paz e tranquilidade onde os valores da unidade, amizade e fraternidade eram uma realidade.

domingo, 3 de maio de 2009

"Moradores do Interior entre os mais endividados": Verdade ou Mentira?


Apesar de distante fisicamente da minha terra natal, através dos meios de comunicação social, procuro estar a par de tudo o que lá acontece. Numa das edições do Jornal "Expresso" surgiu uma notícia intitulada "Moradores do Interior entre os mais endividados" que presumo não ser muito rigorosa, devido ao exagero, no que concerne às dívidas que grande parte das nossas autarquias têm, onde se referencia o município de Fornos de Algodres. Haverá alguma verdade nos números apresentados? A ser verdade, haverá justificações válidas para que tal aconteça!

Cada habitante do concelho de Fornos de Algodres devia, em 2007, quase 6.100 euros, um valor que coloca o município na liderança do "ranking" dos 35 com maior passivo exigível (dívida) por pessoa. Em Celorico da Beira e Fundão, que também aparecem na lista, por exemplo, cada munícipe devia perto de 2.100 euros e em Seia e na Covilhã o valor ronda os 1.700.
Segundo o último Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, só na região da Cova da Beira são quatro os concelhos que aparecem na lista dos mais endividados, os mesmos que

constavam no estudo refererente a 2006.
A Covilhã, antes em 15º lugar, é agora 9ª com quase 87 milhões de euros de passivo, enquanto o Fundão passou do 20º lugar para o 16º (66 milhões) e Seia (48 milhões) e Guarda (47 milhões) avançaram uma posição cada, classificando-se em 29º e 30º, respectivamente.
No total, os 35 municípios mais endividados do país representam, em conjunto, 53,5 por cento do total das dívidas das 308 autarquias existentes.
in Jornal Expresso