segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Associativismo, a alma de uma terra!

O associativismo revela a vivacidade de uma terra. Muitas das manifestações de âmbito cultural têm origem nas associações de carácter juvenil. São os jovens com a sua irreverência que ajudam a não deixar morrer aquilo que os nossos antepassados nos legaram.Qual o estado do associativismo no concelho de Fornos de Algodres?
Verificamos que para além das manifestações desportivas, especificamente o futebol, muito bem representado pela Associação Desportiva, não há manifestações da vertente cultural. Os usos e costumes, legados pelos nossos antepassados não são dados a conhecer aos mais novos. Como seria bom que em cada freguesia houvesse uma associação que promovesse esta vertente, tão esquecida pelos nossos governantes locais. A Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja foi uma das associações que ao longo de alguns anos editou um jornal, realizou jornadas recreativas e culturais, editou postais, promoveu os usos e costumes locais, realizou cortejos etnográficos, tinha um grupo de música popular, etc. Todavia, a mobilidade dos nossos jovens por motivos pessoais e profissionais (onde me incluo eu) associado a interesses políticos mesquinhos, faz com que esta vertente tão importante fosse esquecida.
Onde estão os ranchos folclóricos, as bandas de música, os grupos de música popular, o teatro de carácter popular?

A Grandeza e a vivacidade de uma terra retratam-se nas manifestações culturais!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Jornais locais e regionais, um complemento na democracia

Cada vez mais, os meios de comunicação social têm um papel importante na sociedade. Hoje, quero-me referir especificamente aos jornais e o seu papel no complemento na democracia local. Considero que as terras são cada vez mais evoluidas quanto a democracia funcione e a rotatividade dos partidos seja uma realidade. Paralelamente a isso, os jornais locais devem servir para divulgar tudo o que de positivo e de bom se faz nos concelhos e freguesias, sendo por isso, por um lado a voz do poder instituído, mas devem ser também a voz crítica da oposição bem como as alternativas apresentadas.Além disso, a divulgação das actividades de cariz religioso e associativo bem como a divulgação de aspectos culturais e históricos de uma região devem estar presentes.
Uma sociedade evoluida é uma sociedade que não tem medo dos meios de comunicação mas considera-os uma mais valia para o progresso dessa mesma sociedade.
No que diz respeito ao concelho de Fornos de Algodres, verifico que seria muito importante a existência de uma jornal que possibilitaria informar acerca de tudo o que se passa no concelho e iria ter um papel importante não só no desenvolvimento do concelho, mas seria um óptimo meio para chegar informação aos nossos emigrantes.
Veja-se o contributo do Sr. Albino no site "Aqui d'Algodres" que apesar de distante tem contribuido com as suas ideias para tornar as Terras de Algodres uma terra com ambição.
Infelizmente, na nossa terra onde a população e muito idosa nem todos sabem lidar com este excelente meio de comunicação daí um jornal local seria uma alternativa.
Termino com um apelo para que se pense na criação de um jornal local. Da minha parte e dentro das minhas possibilidade terão sempre a minha colaboração.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Serra, Rio, Queijo e estradas, o segredo para o desenvolvimento?

Desde há muito tempo, tenho reflectido acerca das potencialidades que o nosso concelho possui e que poderiam ser a alavanca para o progresso nas Terras de Algodres. Na verdade, somos possuidores de paisagens magníficas, servindo de varanada para a Serra da Estrela; o rio Mondego passeia a nossos pés; hoje temos meios de comunicação que nos colocam, com comodidade e rapidez juntos dos grandes centros de decisão regional e nacional; finalmente, somos possuidores de um produto com qualidade única, O Queijo da Serra.Perantes este cenário porque será que os nossos jovens continuam a sair em busca de melhores condições de vida? Porque é que os concelhos vizinhos estão cada vez mais desenvolvidos em detrimento do nosso? Será que a culpa está em todos nós? Nos poderes de decisão regional e nacional?Nos autarcas que nos governam?
Lançavam estas perguntas para reflexão de todos os que gostam destas belas terras de algodres e desejam o melhor para elas e para as suas gente.