sábado, 21 de Novembro de 2009

CORES E SENSAÇÕES OUTONAIS EM TERRAS DE ALGODRES






Quem visitar as Terras de Algodres nesta época, poderá deliciar-se com as belas paisagens que as mesmas oferecem. São postais magníficos os que se podem fazer a partir de momentos observados ao longo de um passeio nesta época. São muitos os que na estação de Inverno visitam a Serra da Estrela. A neve é um elemento chamativos. Todavia, nas vilas e freguesias limítrofes da serra mais alta de Portugal há espaços e paisagens ainda por explorar. Aqui ainda falta um grande investimento no turismo de aventura, complementado com mais oferta no âmbito da restauração.

sábado, 14 de Novembro de 2009

BOM TRABALHO AUTÁRQUICO!

Numa altura em que os diversos eleitos para os orgãos autárquicos acabaram de tomar posse, há que desejar-lhes os maiores êxitos nesta "arte de servir" que deveria ser a política. Em democracia, "o povo é quem mais ordena". Dos novos executivos quer camarários quer das assembleias de freguesia espera-se a concretização das promessas feitas em tempo de eleições.
A oposição nos meios mais pequenos tem um papel muito importante. Há que ter coragem de denunciar o que de menos correcto acontece bem como propor ideias e projectos alternativos. Não é só em tempo de eleições que a discussão pública sobre o bem da comunidade se deve verificar.
Numa época em que os meios de comunicação são tantos, há que aproveitá-los para elogiar o que bem se faz mas ter também a coragem de denunciar e o que de menos bom ocorre.

domingo, 1 de Novembro de 2009

REZAS DA NOSSA TERRA

RESPONSO PARA A PESSOA SE RESPONSAR A SI MESMO
(Casimira Fonseca, 86 anos, Matança, Fornos de Algodres)

Senhora,
Eu vou-me embora,
Vou para fora,
Rios, vales e montes encontrarei,
Os meus inimigos,
Sejam agravados e escondidos,
E a Senhora da Guia,
Vá na minha companhia,
O Anjo da Guarda,
Ao meu lado direito
A companhia que ele fez,
No ventre de sua Mãe,
Ma faça a mim também, até Jerusalém.

(Esta reza ou responso diz-se ao sair de casa para qualquer lado ou quando se faz uma viagem.)

PARA QUE O TEMPO NÃO AS ESQUEÇAS

ORAÇÃO A SANTA EUFÊMEA
(Maria da Sunção Campos, Matança, Fornos de Algodres)



Santa Eufêmia da Matança,
Do lugar da Fonte Fria,
Fazeis milagres de noite,
Fazei-os também de dia,
Levai este meu sinal (sinal, cravo...)
Para vossa companhia.

Reza-se um Pai Nosso e uma Avé Maria

domingo, 18 de Outubro de 2009

A SEGUNDA-FEIRA DE FEIRA


"Amanhã é segunda-feira de feira?" Era muitas vezes esta a pergunta que se fazia quando a noite de domingo se aproximava. O fim-de-semana prolongava-se com a ida à feira na vila. É um dos poucos pontos de encontro para toda a comunidade do concelho de Fornos de Algodres.
Todo o ritual começava de manhã na "paragem das carreiras", como diziamos nós.
Inicialmente, de mão dada aos nossos pais, lá íamos nós! A subida até ao local da feira era um ritual que se fazia com prazer de 15 em 15 dias. As razões desta visita à feira estavam numas botas que ajudassem a passar o rigoroso Inverno; num casaco protector do frio; no pano para se mandarem fazer umas calças; ou simplesmente no gosto que os nossos pais tinham em mostrar o petiz que de feira para feira ia crescendo.
Com a adolescência e os primeiros anos de juventude acrescentavam-se outras motivações...
Agora, já adulto, vão rareando cada vez mais a visita a um dos poucos eventos que possibilita o encontro e criar laços entre todos os habitantes das Terras de Algodres.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

UM SONHO

Sonhei que a terra que me viu nascer, em 2009, era uma terra com futuro. As gentes da minha terra, onde eu me incluo, já não necessitam de partir em busca de melhores condições de vida. O Turismo passou a ser a grande fonte de rendimento do concelho. As pessoas começaram a reconstruir as casas paternas; os casais começam a fixar-se e as escolas primárias começam a reabrir. Uma escola profissional, entretanto abriu. Os nossos jovens têm uma outra alternativa na sua formação. As aldeias começam a ter vida, havendo uma convivência sã entre mais novos e mais velhos. Os usos e costumes antigos passam a fazer parte do programa cultural da Câmara. Em cada aldeia há uma associação recreativa e cultural e não só associações de carácter social. Ao longo do ano, estas associações relembram o viver e o sentir dos nossos antepassados. Os Ranchos Folclóricos e grupos musicais começam a ouvir-se e a fazer-se ouvir pelo país. As pessoas começam a acreditar nas suas capacidades para desenvolver a sua terra. Todos os palmos de terra são agora cultivados, dotados da melhor tecnologia. O vinho, o azeite e o queijo passaram a ser a triologia que se associa a uma gastronomia única.
A nossa terra é agora visitada por muitos turistas. Estes, agora, têm casas reconstruídas onde podem desfrutar das belas paisagens do nosso concelho. A Empresa fundada para dar vida às casas abandonadas, passou a ser fonte de receita para os cidadãos do meu concelho. Os turistas apreciam o pastar de rebanho e todo o cerimonial que o envolve. A ideia do meu amigo Albino concretizou-se: agora temos um parque temático sobre o queijo da serra e tudo o que o envolve. São vários os percursos pedestres que possibilitam usufruir das belas paisagens e dos monumentos que esta terra possui. No rio Mondego, fazem-se percursos de canoa. Como é saboroso ouvir as aves cantar, a brisa bater nas faces e sentir os cheiros!
Perante esta realidade, as pessoas são livres, pois têm o seu rendimento no final do mês. O seu emprego é agora fruto do seu empenho e não de um compadrio de qualquer índole. As eleições locais são agora momentos de festa e de convívio. As pessoas participam activamente na eleição dos seus representantes, respeitando aqueles que pensam de maneira diferente.

Acordei! O sonho era maravilhoso para estas terras e para as sua gentes!

Há que acreditar, pois "sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança".

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

UM HUMANISTA + UM ECONOMISTA= CONCELHO MAIS FELIZ E MAIS DESENVOLVIDO

Há alguns meses atrás, publiquei neste espaço este artigo. Numa altura em que os candidatos vão apresentando as suas propostas, aqui deixo a minha opinião acerca da terra que me viu nascer e que tenho sempre no coração.
Hoje, o concelho de Fornos de Algodres possui um conjunto estruturas públicas novas que poderiam e deveriam servir de motivação para o seu desenvolvimento. Graças ao poder central e com a respectiva pressão e colaboração do poder local, hoje Fornos possui um edifício de Tribunal, uma sede da GNR, um Centro de Saúde, um Escola EB2/3, um edifício da Câmara renovado, um Centro Cultural, uma central de camionagem (em construção) praticamente novos.
De facto pode-se possuir tudo isto, mas se não se investe no ser humano local, de pouco servem estes organismos. Há que valorizar cada cidadão, começando por aqueles que mais necessitam. Há que Motivá-lo. Há que sensibilizá-lo para a importância que cada um possui na construção da sua terra e não lembrar-se deles só em épocas eleitorais. Hoje, os líderes locais, para além de "fazer coisas" deveriam ter este papel fundamental motivar para construir.
Quando o Homem passou a ser o centro de todas as coisa, antropocentrismo, os países e as regiões progrediram e marcaram positivamente uma época. Veja-se a época dos descobrimentos.
Também hoje há que passar de um "teocentrismo local" para um "antropocentrismo local!"
Provavelmente, hoje o concelho de Fornos de Algodres necessita de um grande Humanista a liderar o poder local, ladeado por um bom economista.

sábado, 26 de Setembro de 2009

O PELOURINHO DE FIGUEIRÓ DA GRANJA


É do século XVI, tipo manuelino.
Uma coluna octogonal de granito emerge dum pedestal ou plataforma de 4 degraus de cantaria grossa, também de sector octogonal, onde se firma. O fuste tem 3 metros de altura.
Sobre o fuste, como ornato, um segundo corpo, bem ajustado, alargar-se em losango, ao qual está amarrado por uma corda o escudo manuelino com as quinas, também emoldurado por uma corda rebordante.
Servindo de pináculo ou remate, a esfera armilar.
Não apresenta vestígios de argolas nem de correntes de ferro.
In Terras de Algodres, Mons. Pinheiro Marques