terça-feira, 1 de outubro de 2013

ÚLTIMO ARTIGO DESTE BLOG: AUTÁRQUICAS 2013 E ALGUMAS MEMÓRIAS DA POLÍTICA LOCAL

Numa altura em que, finalmente e felizmente,  a alternância democrática na autarquia de Fornos de Algodres é uma realidade, resultado de uma oposição responsável e persistente, urge ter memória e não esquecer os anos em que muitos militantes e simpatizantes, em momentos difíceis, deram a cara pelo PS e, por causa disso, foram muitas vezes caluniados e apontados como causadores de desunião. Como é evidente, estão nesta primeira linha os dirigentes locais do Partido Socialista, Eng. Carlos Costa, Dr. Manuel Fonseca (atual presidente da Câmara), o Dr. João Rui, o Prof. Gomes, Dr. Manuel Gonçalves, vereadores, etc. As convicções ideológicas e o espírito de persistência manifestados ao longo dos anos são-lhes, hoje, finalmente reconhecidos pelo povo das Terras de Algodres.
Num passado relativamente  recente, o medo e, ao mesmo tempo, a conveniência de estar com o poder instalado que, nessa altura, vivia tempos de vacas gordas fazia com que houvesse alguma dificuldade em arranjar listas nas diversas freguesias. O "ouro" oriundo da UE  permitia ganhar eleições ao poder instalado. Nessa altura, ser-se do PS, por estas terras do interior não era fácil. Recordo as eleições em que o candidato à Câmara era o Eng. Carlos Costa ; o candidato à Assembleia Municipal era o Dr. João Rui e o candidato à Junta de freguesia de Figueiró da Granja era o José António Neves, lista da qual eu e o atual presidente da junta, Álvaro Santos, também fazíamos parte. Não tenho dúvidas que, se nessa altura o PS tivesse ganho (faltou o quase), hoje as gentes da minha terra viveriam melhor. Após essas eleições, enquanto ao lado se festejava vitória, em casa do candidato do PS, tristes com a derrota, um popular exclamava "Ah povo cego!". Como é evidente não concordando, pois o povo é soberano, percebia este desabafo. 
Nessa altura, difícil, há que recordar igualmente tanta gente simples que não teve receio e vergonha de fazer parte das listas do PS. 
Recordo, ainda, a vinda a minha casa do presidente da Câmara que está a terminar o seu mandato e do seu vice na tentativa de tomar outra opção e ser candidato a deputado para a assembleia municipal pelas listas do PSD. Como é evidente, convicto de que Fornos necessitava de mudar, a minha resposta foi sempre negativa.
Para alguns, hoje, estrategicamente, é  fácil e dá jeito ser-se do PS. Para a maior parte que votou hoje no PS e lhe deu a vitória, não tenho dúvidas que o fez por convicção, acreditando num novo projeto para o concelho onde os valores humanistas estarão na base da ação do seu presidente.
Nos últimos anos, apesar de distante por motivos pessoais e profissionais, assisti (graças às novas tecnologias) ao empenho e ao desejo da juventude local em mudar de política em Fornos de Algodres. Para além do Presidente eleito, destaco o meu conterrâneo Bruno Costa e Lote (desculpe esta forma de tratamento, pois não o conheço pessoalmente).
O presente só terá verdadeiro sentido se não esquecermos o passado.
Embora desejoso desta vitória de mudança, o meu contributo para esse facto foi diminuto, pois a minha vida familiar e profissional é, neste momento, no Norte.
Como cidadão livre que sou,  senti que devia escrever estas palavras neste meu espaço, que foi e é, igualmente, daqueles que me visitaram. 
Daqui do Norte, desejo as maiores felicidades ao novo Presidente da Câmara, Dr. Manuel Fonseca e ao novo Presidente da Junta de Figueiró da Granja, Álvaro Santos.
Sendo este o culminar de um ciclo em Terras de Algodres, considerei que estava na altura de, igualmente,  encerrar este espaço virtual de reflexão, promoção e divulgação da terra que me viu nascer, Figueiró da Granja e as suas Terras de Algodres. Agradeço, pois, a todos os que me visitaram através deste espaço e fizeram o favor de ler e comentar as notícias, mensagens, informações e reflexões que fui fazendo no decorrer destes anos. A todos, o meu bem haja!
Até Sempre!
João Paulo Lopes Clemente

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CRISE, MENTIRA E ... MUTAÇÕES DE CONVENIÊNCIA

O termo"Crise", provavelmente, é das palavras mais utilizadas nos dias de hoje. Curiosamente, os grandes causadores da mesma são os que mais a proferem. A ânsia de ganhar eleições a todo o custo levou e leva a que os interesses da comunidade fossem/sejam atirados para segundo plano. A palavra "Mentira"  está verdadeiramente unida ao termo "Crise". Uma, a mentira, que em campanha eleitoral era rainha, levou ao nascimento da outra, a Crise. Os ideais na governação eram/são manuseados pelo interesses particulares. O "Ser" perdeu na luta com o "Ter". As câmaras que hoje estão plenas de dívidas são, pois, um exemplo. Se o"Ser" (Ideais, sonhos) fosse a razão de  quem nos governa, o "Ter" surgiria naturalmente e o bem comum ganharia. Quem "ontem" tinha responsabilidades políticas e apelava a que votassem em A, apela "hoje" a votar em B e, curiosamente, é-lhe reconhecida essa falta de coerência.
Mudar de opção política não é crime, caso contrário viveríamos num sistema totalitário. Todavia, urge aferir se essa mutação tem como objetivo atingir os efeitos das mutações anteriores que se utilizam de acordo com as coveniências e que depois se desprezam. Quem toma outras opções políticas não deve dar indícios (possivelmente errados) de que essa mudança surge visando interesses particulares.
Criar uma sociedade sã, passa por formar cidadãos e, naturalmente, governantes com princípios. Estes ensinam-se em casa; alicerçam-se na escola e procura-se ser fiel a eles na idade adulta. Quando isto ocorrer, a desculpabilização da conjuntura internacional deixa de ser o bordão na lavagem da face de alguns políticos.

sábado, 16 de março de 2013

CAFÉ "O EMIGRANTE", UM EXEMPLO DE RISCO, PERSISTÊNCIA E INOVAÇÃO

Tive conhecimento que o meu amigo Joaquim Paulo e a Teresa abriram, com novas instalações, o café "O Emigrante".
Este é, pois, um exemplo demonstrativo de um alguém que não receia o risco; é persistente e inovador.
Risco, uma vez que, nem todos se aventurariam a um investimento de raiz numa terra do interior, onde a popluação vai sendo cada vez menos.
Persistência, pois não desistiu do negócio apesar das contrariedades.
Inovação, visto que conseguiu trazer para a zona mais interior e antiga da freguesia este projeto. Com este investimento, o Largo das Eiras, espaço onde se costumam fazer as jornadas, passa a ter mais vida.
Parabéns, caro amigo e votos dos maiores sucessos!

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

APÓS UM PARLAMENTO DOS JOVENS, PORQUE NÃO UMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DOS JOVENS?

O projeto "Parlamento dos Jovens", iniciativa da assembleia da república, é um dos poucos projetos  em que a assembleia da república vem à escola e possibilita aos jovens uma reflexão acerca do mundo que os circunda, numa perpetiva de conhecer a vida parlamentar. O tema proposto este ano, ao nível do 3º ciclo, foi "medidas de combate à crise". Uma vez que, ao nível de escola, dinamizei este projeco, achei por bem divulgá-lo através deste espaço. Foi interessante verificar todo um conjunto de ideias que os alunos foram apresentando e que resultaram, ao nível da minha escola, neste projeto:
MEDIDAS:
1-Criar uma política unificadora entre todos os estados europeus;  
2- Apostar nas potencialidades dos jovens, criando-lhes condiçõesa , a nível nacional e a nível europeu, para levar por diante os seus projetos inovadores;
3-Explorar, corretamente, os vastíssimos recursos naturais de Portugal;
Para ultrapassar a crise, o nosso projeto pretende apresentar, primeiramente, uma solução global, no âmbito da União Europeia. Consideramos que num mundo cada vez mais global, o isolamento económico e político terá sempre como destino o fracasso. Para ultrapassar a crise que todos nós sentimos, só é possível fazê-lo e com sustentabilidade no âmbito da UE, devendo, para o efeito, acrescentar à unidade económica um projeto político em termos europeus, criando desta forma os Estados Unidos da Europa, à semelhança dos Estados Unidos da América. Para que isso aconteça, urge colocar o Homem como centro de todas as coisas. Quando isso acontecer, haverá maior solidariedade, mais progresso e, consequentemente mais desenvolvimento e melhores condições de vida para os habitantes d' "este jardim à beira mar plantado", Portugal.

Na sequência do que foi referido, urge que sejam dadas condições aos jovens , a nível nacional e numa perspetiva europeia, para que lhes sejam dadas condições para concretizar os projetos inovadores que a juventude possui. Há que acreditar nos jovens como seres sonhadores que têm projetos que necessitam de ser acarinhados e apoiados. Cabe aos governos nacionais e europeus terem uma certa sensibilidade para os apoiarem e ajudarem a concretizar. Com isso, quem ficará a ganhar será Portugal e a UE onde estamos inseridos.
Finalmente, os recurso naturais que Portugal possui são uma mais valia na criação de riqueza. As terras do interior que se encontram abandonadas; o mar e todas as suas potencialidades, aliadas à exploração das energias renováveis serão uma triologia importantíssima na criação de riqueza para o país e para a União Europeia.

Todas estas nossas ideias para ultrapassar a crise só terão sucesso se houver uma mudança de mentalidade em cada português/europeu individualmente e aliada a uma mutação de atitude por parte dos políticos. Há que muda uma mentalidade"economiocentrista" para outra, "antropocentrista", à semelhança do Renascimento.Quando isso acontecer o "mundo (Portugal) pula e avança", como diz o poeta.



UM PROJETO COM ESTAS CARACTERÍSTICAS, A NÍVEL CONCELHIO, SERIAS, DEVERAS INTERESSANTE! "Medidas para desenvolver o concelho que levem à fixação de pessoas"!