quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A MINHA ÁRVORE



Apesar dos campos cada vez mais abandonados, a árvore, plantada por mim, há mais de 25 anos continua a resistir às silvas e às ervas daninhas.
Neste meu dia especial, recordo-a e com ela simbolizo a minha ligação à minha terra natal, Figueiró da Granja.


domingo, 27 de janeiro de 2008

UM PERCURSO PEDESTRE:"CAPELAS,SERRAS E VALES"


As excepcionais condições geográficas das nossas terras, dotadas de paisagens magníficas poderiam ser explorados em termos turísticos, através de passeios pedestres pelas serras e vales do nosso concelho. No que concerne a Figueiró da Granja, verificamos que o casamento entre paisagens e monumentos possibilitariam elaborar trilhos que poderiam e devereriam ser identificados e divulgados. Cabe à Junta e à Câmara em consonância com a Comissão da Igreja, materializar esta nova vertente turística tão explorada por terras como Gouveia, Penalva do Castelo, etc.

Eu próprio, quando me encontro na minha terra, percorro esses caminhos. Assim, daqui deixo a minha sugestão para o percurso ao qual designo: "Capelas, serras e vales". Acompanhem-me!

O ponto de encontro seria junto à renovada capela da "CopaCabana", onde poderia ser distribuído um mapa do percurso com os monumentos e locais a visitar. Após uma visita à capela que tem junto a si "uma alminha" partamos em direcção à Torre, local onde se encontram vestígios arqueológicos. Aqui, no cemitério, visitemos a capela de S. Pedro, que para aqui fora deslocada para estar mais perto da povoação, como diz Mons. Pinheiro Marques. Seguidamente, sigamos o caminho das barreiras e aí vamos encontrar a capela da Santa Eufêmia e lembremos o que diz o povo:"Milagrosa Santa Eufêmia/viradinha prós pinhais/Só a ver se vê chegar/ alguma devota mais".Continuemos a nossa viagem e apreciemos as paisagens do alto das barreiras. Lá em baixo, espera-nos "O Salgueiral" e o barulho dos riachos que por ali passam. Talvez possamos ver algum dos poucos rebanhos. Continuemos pelos pinhais e cheguemos ao "Coitado". Daqui, podemos ver Celorico, a Serra da Estrela, o Rio Mondego (Ferraria) e lá no alto o Castro de santiago.Paisagem magnífica! Sigamos para a "Carvalha" e neste vale hoje são poucos os que a cultivam, todavia as suas terras são bastante produtivas. Subamos à "Lage da Brázia" descansemos e apreciemos "Um trecho de paraíso em Terra da Beira", diz Mons. Pinheiro Marques. A capela do S. Silvestre espera por nós. Após uma visita, sigamos para o largo das eiras e terminemos a nossa visita junto à capela de S. Sebastião e do Pelourinho.

Após esta caminhada, tenho a certeza que ficaria muito mais aliviado do stress, com uma grande paz interior e com vontade de a repetir.

Há coisas tão simples de fazer para as quais não são necessários grandes gastos. Haja sensibilidade, vontade e divulgação e serão muitos os que nos poderão visitar e deixar algumas economias.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O PELOURINHO DE FIGUEIRÓ NO SÍMBOLO DA " ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE FIGUEIRÓ DA GRANJA"




No âmbito do último artigo do amigo Al.Cardoso "Usemos as nossas diferenças:Os Pelourinhos", no blog "Aqui d'Algodres", aquando da escolha do logotipo para a "ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE FIGUEIRÓ DA GRANJA", no início da associação e aquando da minha passagem pela mesma, aprovámos o logotipo apresentado que tem como elemento fundamental o Pelourinho de Figueiró da Granja.Este foi um trabalho elaborado pelo João Furtado pelo Sérgio Carvalho. Penso que é um símbolo bastante conseguido onde se podem encontrar os objectivos da associação, nomeadamente a vertente da cultura e da sabedoria, representadas pelo pelourinho e pelo mocho e a vertente recreativa simbolizada na bola.


Concordo com o anónimo que comentou o respectivo artigo, que é pena que as freguesias não tenha colocado estes monumentos no seu brazão heráldico.


A divulgação da nossa terra passa também por promovermos os nossos monumentos nos símbolos representativos das instituições.

domingo, 20 de janeiro de 2008

UMA DEMOCRACIA SADIA TORNA UMA SOCIEDADE MAIS DESENVOLVIDA E MAIS FELIZ!

Foi com alguma surpresa e ao mesmo tempo satisfação que verifiquei que o meu artigo "Apostar na Juventude para Ganhar o Futuro" causou algum debate (34 comentários até ao momento).

Um dos anónimos participante focou a importância de separar muito bem as águas: à política o que é da política; à religião o que é da religião e ao associativismo o que é do associativismo. Em algumas freguesias e concelhos pequenos é possível que não haja alternativas! Apesar de ser o ideal, para os "políticos profissionais" essa separação de poderes, por vezes, torna-se difícil. É no associativismo e na igreja que está a chave para se ganharem eleições. Verificamos que os "políticos profissionais" fazem tudo ou por estarem dentro das estruturas das organizações ou então colocar lá pessoas da sua confiança política. Nos meios mais pequenos, nota-se muito mais. Por vezes, há pessoas com sensibilidade para essas áreas, todavia a habilidade desses profissionais da política, fala mais alto e colocam-se de lado pessoas competentes que pensam pela sua cabeça mas com pouco tacto político. É evidente que isto traz consequência, pois o poder dos organismos fica concentrado numa ou duas pessoas.
As grandes ditaduras foi assim que permaneceram no poder, trazendo consigo, a falta de liberdade interior das pessoas e o pouco desenvolvimento do país, pois também não interessava dialogar e estabelecer relações com os países democráticos. Veja-se Portugal, em termos de desenvolvimento, antes do 25 de Abril e depois de estabelecido o poder e o debate democrático!

Com as devidas distâncias, alguns políticos do nosso interior padecem um pouco dessa mentalidade e a chave para desenvolver o interior passa também por termos uma democracia mais sã, onde a liberdade de escolha ou de opinião seja uma mais valia para o bem comum e torne as pessoas mais felizes, razão da nossa existência.

Há uns anos atrás, escrevi um artigo que sintetizava um pouco esta ideia, cujo título era "De uma grande ditadura a pequenas ditaduras, mascaradas de democracia".
Esta é uma reflexão pessoal de um idealista que não visa criticar nem atingir seja quem for, mas ser motivo de debate e troca de ideias com todos aqueles que acreditam na democracia e liberdade de opinião!.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

"MÁRTELE" S. SEBASTIÃO, UM DOS VIGILANTES DE FIGUEIRÓ DA GRANJA



Ó vila de Figueiró,

Já te podes chamar vila

Tens o "Mártele" à entrada

E S. Pedro à saída.


Vai realizar-se no próximo fim-de-semana a festa em honra do Mártir S. Sebastião ou "Mártele" S. Sebastião, como diz o povo.

Conforme diz Mons. Pinheiro Marques, este é um dos sentinelas vigilantes que guarda a povoação de Figueiró: "Tem a nascente Nª Senhora da Copa Cabana, ao norte S. Pedro e Stª Eufêmia, ao poente S. Sebastião, e ao sul S. Silvestre, além das Eiras."

Esta é uma das festas mais emotivas. Todo o "espectáculo" que envolve a procissão com o Santo cravado de flechas a ser transportado por militares, coloca as emoções à "Flôr da pele".

Lembro-me dos efusivos sermões do Padre Arlindo que, como nós dizíamos até "fazia chorar as velhas ".

Da parte da tarde, realiza-se o tradicional "Pão dos Pobres" em que é oferecido pão, cozido no forno de Figueiró e são cantadas cantigas tradicionais e em honra do santo.

Os figueiroense sempre nutriram uma grande admiração por este santo, devido à sua verticalidade nas convicções. Saibamos seguir o seu exemplo e construiremos uma sociedade mais verdadeira e mais sólida.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O "ZÉ DAS ISCAS"




A cultura de um povo está também naquelas pessoas e naqueles espaços que marcaram a nossa infância e eram referências gastronómicas no concelho e até no distrito. Refiro-me aos Sr. José, conhecido por todos o "Zé das Iscas", que infelizmente já não está entre nós. Recordo-me em pequeno quando ia para a escola ou regressava e passava pela taberna dos "tio Zé das Iscas" para comer um pão, não com iscas, mas sim com molho das mesmas. Na altura, por 5 tostões comia-se um "paposeco com molho", como dizíamos entre nós. Grande era a satisfação quando com o molho vinha acompanhado de um pequeno bocado de isca!


Eram muitos os que vinham do concelho e não só, provar as iscas feitas pelas sábias mãos do Sr. Zé.


Paralelamente a este petisco feito de uma maneira muito especial que as tornava num sabor unico, havia o lado social do Sr. Zé. A capacidade de conversar e manter conversa era também o segredo para muitos frequentarem a sua taberna.


Muitos eram os que recorriam a ele para que uma multa ou outra fosse tirada. Na verdade, os agentes da Brigada de Trânsito frequentavam muitas vezes este espaço e o Sr. Zé das Iscas era o intermediário para que essas multas fossem retiradas.


Nos últimos anos de vida, as suas pernas começavam a falhar mas mesmo assim, recordo as visitas que fazia a meu padrinho e tio,o saudoso Pe. Clemente, também ele com problemas semelhantes. Estes valores da amizade tornavam-no uma pessoa querida por todos.


São estas pessoas, estes petisco e estes espaços que devem ser recoradados, pois também eles fazem parte do património comum do concelho.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

APOSTAR NA JUVENTUDE PARA GANHAR O FUTURO


Numa altura em que cada vez são menos os jovens que se fixam no interior em geral e no nosso concelho em particular, urge encontrar formas de mudar mentalidades e sensibilizar para a importância e o papel que eles poderão ter no progresso da nossa terra. Dir-me-ão que há poucos jovens. É verdade, todavia têm que arranjar-se formas de os valorizar apontando-lhes caminhos de sucesso e felicidades em Terras de Algodres. Uma das estratégias de actuação poderia passar, à semelhança do que fazem noutros concelhos, por atribuir subsídios para aqueles que não tendo possibilidades de estudar e tendo capacidades, o façam e regressem depois à sua terra, retribuindo assim a ajuda que a Câmara ou outras entidade fizeram. As próprias escolas deveriam distinguir os melhores. Se queremos a fixação dos jovens há que criar-lhes um ambiente acolhedor e sensibilizá-los para o importante papel que eles possuem em não deixar morrer tudo o que é nosso. Há que falar com eles: dar-lhes a conhecer a nossa história, usos e costumes, apontando-lhes caminhos para o desenvolvimento. Uma delas poderia passar pela vertente turística, já que o concelho possui todos os condimentos para essa actividade: bons ares, paisagens deslumbrantes, boas vias de comunicação, património histórico, boa gastronomia, etc.

Aquando da minha passagem pelo associativismo juvenil, realizámos múltiplas actividades entre as quais as "Férias Desportivas", "Passeios de Bicicleta", Pedy Paper, comemoração das festas populares, etc. Estas actividades possibilitavam um conhecimento mais profundo do nosso concelho.

Há que arranjar meios de cativar os nosso jovens, apresentando-lhes perspectivas de futuro na terra que os viu nascer.

HÁ QUE APOSTAR NA JUVENTUDE PARA GANHAR O FUTURO!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

ANTES E DEPOIS

ANTES...



DEPOIS...



Foi com agrado que verifiquei, (há mais de um mês) que uma das rotundas, à saída da A25, que eu criticara por estar pouco cuidada, neste momento encontra-se, pelo menos limpa, acontecendo o mesmo na grande rotunda da estação!
Os meus parabéns à entidade que o fez (Talvez a Câmara Municipal)! Agora há que colocar aí qualquer elemento alusivo às Terras de Algodres.
É na crítica e no elogio que se pode construir um concelho com futuro!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

"TERRAS DE ALGODRES" de Mons. Pinheiro Marques, uma obra histórica e literária



Ao longo destes dias, tenho tido algum tempo para me dedicar a algumas leituras. Deste modo, tenho relido, com mais atenção, a obra "Terras de Algodres" de Mons. Pinheiro Marques. Como ele próprio refere, esta foi a primeira monografia concelhia do distrito da Guarda. Há alguns tempos atrás estivemos na primeira linha em alguns aspectos (o mesmo aconteceu, relativamente à sede concelhia).


Paralelamente à riqueza histórica e cultural, verificamos, na mesma, a presença de uma literariedade deveras interessante. A descrição que ele faz das várias freguesias e da própria sede de concelho é toda ela feita de uma adjectivação muito rica associada com figuras de estilo, como a metáfora, a comparação, a personificação, etc. Eis como ele descreve a antiga vila de Figueiró: "Suavemente reclinada na encosta do Outeiro, entre arvoredos verdejantes e sicomoros floridos, a vila, constantemente beijada pelas dôces emanações de frescura que lhe envia o ribeiro da Fonte, que desliza, remansoso e cristalino, a seus pés, entre os milharais pujantes do Prado e as hortas viçosas da Lavandeira, a vila, ia eu dizendo, é bonita, higiénica, bem arejada, cortada de ruas bem lançadas e atravessada NS pela estrada de macadam".
Sendo assim, esta obra pode muito bem ser estudada como documento histórico e como documento literário. Considero que a divulgação desta obra seria uma mais valia na consciencialização e divulgação do nosso viver e do nosso sentir. Muitos dos nossos jovens não conhecem a história da sua terra, tão bem documentada em "Terras de Algodres".A escola é o local previlegiado para dar a conhecer a nossa história e os usos e costumes dos antepassados. Há muitos documentos e dados históricos, presentes na obra, que poderiam muito bem ser elementos de motivação para o ensino da história nas nossas escola. Os programas de Língua Portuguesa abordam géneros de textos como as Lendas e os Contos Tradicionais. Nesta obra podemos encontrar estes géneros de textos. Em vez da Lenda "As mendoeiras em Flôr" (presentes nos manuais escolares), porque não leccionar a lenda da moura encantada, relativa ao sítio da Torre em Figueiró da Granja, ou outras? Paralelamente a este textos tradicionais a descrição que o próprio autor faz dos vários locais é digna de um estudo literário.
Há que divulgar e estudar esta obra!
Entidades locais, ofereçam aos alunos, pelos menos àqueles que se encontram no ensino secundário esta obra. Penso que todas as escolas possuem, nas suas pequenas bibliotecas, esta obra... Poder-se-iam leccionar tantos conteúdos programáticos da escola, tendo por base esta obra!

Há que apostar na divulgação da cultura local ! Esta obra poderia muito bem ser a fonte inspiradora para um programa cultural do concelho. Para cada época do ano, há actividades tradicionais que poderiam e deveriam ser levadas a cabo tanto na sede do concelho, envolvendo as freguesias, quer nas próprias freguesias.

Já agora, e por curiosidade e sem qualquer ponto de ironia, há alguma rua ou praça em Fornos, denominada "Rua Mons. Pinheiro Marques"? Em Figueiró, penso que não há. Desculpem a minha ignorância!
Penso que esta obra é merecedora de um "bem haja" de todos os que amamos as Terras de Algodres.