segunda-feira, 29 de junho de 2009

ONDE FICAR?

Em tempo de férias, são muitos os que vão passando pelo nosso concelho, deparando-se muitas vezes com dificuldades em arranjar alojamento que os satisfaça. Como consequência, são os concelhos vizinhos e as cidades de Viseu e Guarda que ficam a ganhar. O projecto do hotel para a Serra da Esgalhada poderia dar alguma resposta à questão colocada. Para quando a sua inauguração? A recuperação de casas antigas que muitos particulares vão começando a fazer poderia ser uma alternativa, levando o turista a entrar habitat das gentes de Terras de Algodres. Para que isso aconteça, como já referir em post anterior, seria importante a constituição de uma empresa que divulgasse e gerasse motivos de interesse aos que nos visitam.
Há que continuar a sonhar, pois ele "comanda a vida".

domingo, 21 de junho de 2009

OS JOVENS DO INTERIOR E A DEFESA DO PATRIMÓNIO


As férias escolares já começaram para alguns. Como vão ocupar estes tempos livres os jovens do interior? Há programas ocupacionais promovidos pelas autarquias e associações? Recordo que faz agora (Julho) 21 anos que se iniciaram as escavações no Castro de Santiago. Com os meus 19 anitos, tive a oportunidade de conviver e trocar experiências com jovens oriúndos de vários localidades nacionais e estrangeiras nas primeiras escavações no Castro de Santiago, lideradas pelo Dr. Valera. Esta actividade foi deveras interessante pois deu-me a possibilidade de trabalhar um pouco o nosso património e trocar experiências com jovens, possuidores de vivências diferenciadas. Hoje, não tenho conhecimento se este tipo de actividades continuam a ser levadas à prática no nosso concelho! Espero que sim, pois aquelas permitem aos jovens locais criar laços com o nosso património e divulgá-lo.

Há que apostar nos jovens para não deixar morrer a herança que nos legaram!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

TEXTOS DE TRADIÇÃO ORAL EM TERRAS DE ALGODRES


Os textos de tradição oral fazem parte do património de uma terra. Com o desaparecimento dos mais velhas, há sempre o receio de perder este vasto património: contos tradicionais, lendas, provérbios, etc.
No âmbito do ensino recorrente, há alguns anos atrás, foi feita uma recolha deste género de textos. Eis pois uma lenda contada pela Sra. Maria da Conceição Marques, Fornos de algodres.

Lenda das Alminhas de Algodres

Na povoação de Algodres, existem umas alminhas, num determinado sítio do caminho do Pião, nome dado a esse lugar.
Estas alminhas têm uma lenda que tem sido transmitida de geração em geração.
Diz essa lenda que quando os franceses invadiram esta povoação, os habitantes se esconderam num sítio chamado Lapa da Negra, que fica no caminho da Barroca, lugar escarpado e rochosos de Algodres, que era uma defesa natural das gentes deste povoado em tempos de guerra.
Os franceses estavam em cima no Comborço, lugar alto de Algodres, donde se avista uma grande parte do concelho e outros limítrofes.
Então chegou àquele sítio um português que disse:
- Vinde que os francesitos já se foram embora!
Eles estavam escondidos no Comborço, deram-lhe um tiro e mataram-no.
Mais tarde os habitantes deste povoado, em homenagem ao português, morto a tiro, mandaram-lhe fazer aquelas alminhas.
Ainda hoje, toda a gente que lá passa reza em homenagem àquele morto.


domingo, 7 de junho de 2009

O BAILARICO


No largo das duas carvalhas que fazia ligação à capela de Santa Apolónia, realizava-se o bailarico. O conjunto "Pop Five" dava os primeiros acordes e logo o o Sr. Francisco e a D. Rosalina abriam o baile. Este era um casal já perto dos 70 anos e nestas ocasiões faziam ver aos mais novos. O bar há muito que se encontrava aberto para saciar a sede aos forasteiros e não só. O Aventoínha, alcunho dado pelo povo pelo facto deste, quando com um copito bailar sempre à roda de si mesmo, passava grande parte da noite pagando "rodadas" a quantos iam aparecendo. Solteirão, matava a solidão com um, melhor muitos copos de vinho, o que fazia com que o seu aspecto parecesse um homem de 60 anos. Fruto de um amor não correspondido passou ter por companhia o álcool.
Os emigrante conversavam das suas aventuras em terras distantes.