sexta-feira, 28 de março de 2008

ENTRE A SERRA E O MAR





A vida das pessoas dá muitas voltas. Sabemos onde nascemos mas o local onde vamos viver e onde vamos morrer depende da vários condicionalismos: familiares, profissionais e outros. Eu tenho o privilégio de ter nascido no vale do Mondego (Figueiró da Granja, Terras de Algodres), com uma vista única da Serra da Estrela (Foto1). Devido à minha vida profissional e familiar, hoje vivo junto ao mar, onde tenho a oportunidade de assistir espectáculos como a foto 2 documenta. Independentemente do local onde vivamos, a terra que nos viu nascer, onde vivemos a nossa infância e a nossa juventude jamais se esquece. O local onde vivemos dá-nos a oportunidade para fazer paralelismos com a nossa terra natal e desejar um maior desenvolvimento para a mesma. Os contributos genuínos das gentes das Terras de Algodres que vivem no exterior (ideias, sugestões, investimentos, críticas construtivas,etc.) deverão ser sempre uma mais valia para uma terra. Num mundo globalizante, o futuro de uma terra depende do contributo das gentes que vivem nessa terra mas depende também da abertura às sugestões genuínas quem vêm do exterior, começando por aqueles que apesar de longe sentem a sua terra com o coração.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Aquele Melro (Prof. Pinheiro Marques)


Há alguns anos atrás, a minha professora primária, Prof. Maria de Lurdes Pinheiro Marques, ofereceu-me um livro com poemas do seu marido, Prof. Pinheiro Marques. Eis um dos sonetos dessa antologia que serve também para dar as boas vindas à Primavera que torna as Terras de Algodres ainda mais bonitas com as suas cores e os seus sons:


Aquele Melro


Aquele melro negro, saltitante

Que fez ninho na copa da figueira,

Deleita-se a cantar de tal maneira

Que não há quem o cale ou o espante.


Assim que nasce o Sol, no mesmo instante,

Ele inicia a sua chinfrineira;

E toda a passarada cada eira

Se cala para ouvir aquele farsante


Eu mesmo me conservo acorrentado

Ao desvario louco do cantor

Com seu riso, trinados e gorgeio;


E nem sequer me sinto incomodado,

Quando um longo assobio em tom maior,

Me corta, em sobressalto, um sono ao meio.

Prof. Pinheiro Marques

quinta-feira, 20 de março de 2008

A PÁSCOA EM TERRAS DE ALGODRES





"Um outro uso e dos mais belos, quem vem dos antigos tempos e que ainda hoje se conserva, é a visita pascal, a que se chama tirar o afolar. No domingo, logo depois da missa e procissão com o Santíssimo Sacramento, o pároco, revestido de sobrepeliz e estola, acompanhado pelo sacristão, de opa encarnada, empunhando um grande crucifixo, seguido de alguns homens com sacos e cestos, e de numeroso rapazio tangendo campaínhas, entra em casa de todos os seus paroquianos a dar as bôas-festas e aleluia, aspergindo com água benta a casa e a família, que recebe de joelhos a visita de Nosso Senhor".

In Terras de Algodres, Mons. Pinheiro Marques

Para que não se esqueça:
Eis como Mons. Pinheiro Marques pinta com palavra o Domingo de Páscoa em Terras de Algodres!

Este dia é a oportunidade para as pessoas se reverem, já que muitos regressam à sua terra natal, nesta época especial.

No meu tempo de infância, recordo as visitas pascais quando o Sr. Padre Artur era pároco de Figueiró, Vila Chã e Muxagata. Causava-me alguma impressão o facto do mesmo se demorar algum tempo em casa das famílias mais ricas da freguesia.
Uma Santa Páscoa para todos os meus conterrâneos e para todos aqueles que me têm visitado neste meu e vosso espaço que visa exprimir o viver e o sentir de um povo, localizado em Terras de Algodres.

sábado, 15 de março de 2008

EM ÉPOCA PASCAL, CONHECER AS TERRAS DE ALGODRES EM BICICLETA, UMA SUGESTÃO




Há alguns anos atrás, durante as Férias da Páscoa, aquando da minha passagem pelos orgãos directivos da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja com poucos recursos económicos e logísticos organizávamos (eu e os restantes elementos da direcção) passeios de bicicleta pela várias freguesias do concelho. Esta era uma oportunidade para os jovens da freguesia conhecerem de uma maneira diferente as Terras de Algodres. Eram momentos de convívio e de desporto entre os jovens e todos aqueles que nesta época nos visitavam para passar esta quadra pascal na companhia dos seus. Nesta altura, as aldeias ganhavam mais vida!Nesta estação Primaveril, muitos jovens tinham oportunidade de apreciar a beleza e a riqueza cultural do concelho que os viu nascer. Era uma actividade lúdica e ao mesmo tempo cultural e pedagógica, fomentar nos jovens o gosto pela sua terra. Penso que não seria muito difícil fazer uma actividade como esta a nível concelhio. Com os recursos que a Câmara possui em consonância com as organizações locais da freguesia (Associações, Juntas de Freguesia, Fábrica da Igreja) podia proporcionar-se um dia diferente aos nossos jovens (nesta altura encontram-se de férias) e a todos aqueles que nos visitam nesta época. O passeio de bicicleta seria um pretexto para sensibilizar os mais novos para as coisas boas das nossas terras: cultura, paisagem, gastronomia, etc.
Esta é uma actividade concreta para pessoas concretas, envolvendo as instituições concretas das Terras de Algodres.
De realçar o apoio que sempre tivemos quer da GNR local quer dos Bombeiro Voluntários de Fornos de Algodres para realizar esta actividade.

quarta-feira, 12 de março de 2008

UM ESPAÇO HARMONIOSO


Em Fornos de Algodres, junto ao novo hospital, encontramos este espaço que se enquadra muito bem com a Igreja Matriz, na minha opinião. Há que salientar também os aspectos positivos que tornam a sede de concelho mais bonita. Haja actividades e motivem-se as pessoas para dar vida à sede do concelho!Parabéns às entidades locais que pensaram e materializaram este espaço!

sábado, 8 de março de 2008

FALTA DE CIVISMO


Quem vem da Muxagata, um pouco antes de chegar a Vila Chã, depara-se com este cenário. Num século XXI, em que o meio ambiente está na ordem do dia, verificamos que os cidadãos ainda não estão totalmente sensibilizados para esta temática. Numa terra onde o ouro é a natureza com as suas belas paisagens, urge mentalizar as pessoas para a importância de preservar esse nosso tesouro. Comportamentos como este só contribuem para ficarmos cada vez mais pobres.A conservação do nosso planeta começa à nossa porta!

segunda-feira, 3 de março de 2008

OS EDIFÍCIOS ESCOLARES, UM PATRIMÓNIO A RENTABILIZAR


Numa altura em que o número de crianças vai dimuindo pelas nossas terras e as orgânicaS escolar vão sofrendo mutações, urge perguntar o que fazer dos edifícios escolares que não estão a ser utilizados. Todos sabemos que grande parte destes edifícios são antigos e possuidores de uma estrutura única que os distinguem dos restantes edifícios das freguesias.Paralelamente a este facto, todos nós que passámos por esses espaços, jamais os esqueceremos visto que foi aí que demos os nossos primeiros passos na aprendizagem de saberes e, ao mesmo tempo, os primeiros passos na socialização.

Considero que estes espaços não deveriam ser vendidos a particulares. Sendo eles um património histórico comum das freguesias, deveriam ser rentabilizados para o bem comum da mesma. Assim, penso que não haverá melhor local para colocar as sedes das Juntas de freguesia. Em vez de se construirem novas sedes, penso que não seria dificil adaptar estas às novas funções. Dignificava-se o edifício e dignificava-se a instituição. Dir-me-ão que as freguesias já possuem sede. Utilizem-se estas para outras funções: associações, salas de convívio, salas de estudo, espaço net, etc.