domingo, 13 de julho de 2008

Depois do Jornal "O FIGUEIROLA", porque não um Jornal "TERRAS DE ALGODRES"?


Há 9 anos atrás, o Jornal " O Figueirola", orgão oficial da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja, noticiava assim as II Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja.
Este jornal, para além de dar notícias das actividades da associação, era um meio de transmitir as vivências em Figueiró da Granja (nascimentos, casamentos, baptizados, "notícias da nossa terra", etc.). Possibilitava também a troca de ideias sobre os mais variados temas. Recordo os artigos de opinião sobre a Regionalização do Dr. José Miranda, Presidente da Câmara (PSD) e do Eng. Carlos Costa (PS), então vereador. As participações do Jornalista aposentado de "O Comércio do Porto", O sr. Aníbal Pacheco bem como do Dr. Veiga que infelizmente já não se encontra entre nós. A nossa cultura também não era esquecida com alguns excertos da obra "Terras de Algodres". Alguns reparos também eram feitos, como foi o caso da capela da Copacabana que então estava totalmente em ruínas mas que hoje está recuperada.
Penso que um projecto destes, a nível concelhio (com correspondentes das diversas freguesias), tornaria um concelho mais unido, possibilitando a divulgação de tudo o que de bom se faz e existe em Terras de Algodres bem como a promoção das suas gentes e uma maior ligação com todos aqueles que apesar de distantes, sentem a sua terra.
Daria a possibilidade às diversas forças políticas locais (de uma forma mais visível) manifestarem as suas ideias e os seus projectos. Com isso, o cidadão estaria melhor informado para votar de acordo com a sua consciência aquando das eleições.
A democracia no concelho ficaria a ganhar!
TERRAS DE ALGODRES seria um nome interessante para um projecto como este.
Haja alguém que lidere um projecto desta índole e terá aqui um colaborador, se assim o desejar!



terça-feira, 8 de julho de 2008

AS JORNADAS RECREATIVAS E CULTURAIS DE FIGUEIRÓ DA GRANJA ONTEM E HOJE

ONTEM
HOJE
Tive conhecimento, através do site da Câmara Municipal de Fornos de Algodres http://WWW.cm-fornosdealgodres.pt/nt_076.php, que irá realizar-se no próximo fim-de-semana as IX Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja. Esta é uma das actividades que a mim me diz muito, pois iniciou-se aquando da minha passagem como vice-presidente da direcção (I Jornadas Recreativas e Culturais) e depois como Presidente (II Jornadas), etc. da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja. Verifico que as actividade são muito semelhantes às das segundas Jornadas, como se constata nos cartazes que no meu tempo eram mais pobres em termos gráficos, pois o dinheiro não era muito, mas rico em termos de expressão artística por parte do João Furtado.
Apesar de não concordar com o rumo directivo que hoje a associação leva, sou daqueles que coloco em primeiro lugar a minha terra e faço votos par que estas jornadas tenham sinceramente o êxito desejado.Esta é uma actividade única no concelho, pois permite, através do cortejo etnográfico, transmitir o viver e o sentir das gentes de Figueiró da Granja e das Terras de Algodres. Daí seria óptimo alargar este projecto a nível concelhio, fazendo participar todas as freguesias num belo cortejo na sede do concelho (Dia do feriado municipal, por exemplo). Cada vez mais, o nosso concelho necessita de actividades com raízes, que venham do povo genuíno.
Já lá vão 10 anos!Recordo as dificuldades que tivemos que enfrentar para realizar este projecto!Não foi fácil a vida da associação nessa época! Muitos que criticaram este evento estão hoje na "primeira fila"!Hoje sinto a compensação de verificar que este é um projecto único no nosso concelho com um potencial enorme.
Qualquer associação só tem futuro se não se esquecer do seu passado, de todos aqueles que no passado deram o seu contributo. Para além de mim, recordo outros elementos das equipas que estiveram no início destas jornadas: Marco Santos, Sérgio Carvalho, Álvaro Santos,Lurdes,Arminda, Cristina, Nelso, Gina, Mira, Cândido, Carlota, Lídia, João Furtado, José António Neves, Tó Matos e esposa bem como toda a juventude e população de Figueiró da Granja.
Para todos os que hoje estão na preparação destas IX Jornadas Recreativas e Culturais de Figueiró da Granja, desejo os maiores sucessos, fazendo votos para que o vosso trabalho genuíno seja compensado pela participação e alegria do povo e não se transforme num evento de campanha a que por vezes outros se associam.
Uma referência para o nosso conterrâneo Albino Cardoso que no seu espaço http://www.aquidalgodres.blogspot.com/, apesar de distante fisicamente, tão bem divulga a nossa terra e este evento em particular.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

UMA AGUARELA ANTIGA DE FIGUEIRÓ DA GRANJA


Confome já referi em artigo anterior, os familiares do Prof. Pinheiro Marques, há alguns anos atrás, juntaram vários textos poéticos da sua autoria (muito pessoais) e fizeram uma publicação muito reservada.
Na contra-capa, foi colocada esta pintura que penso ter sido da autoria do mesmo Professor.
Quem hoje passar em Figueiró da Granja, já não encontrará este belo alpendre também referenciado por Mons. Pinheiro Marques na sua obra "Terras de Algodres".

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O RIO DA MINHA TERRA, O MONDEGO


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro

À semelhança do que diz Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, qualquer um que sinta o berço que o viu nascer considera o rio da sua terra como o mais belo de todos. Na minha terra, é o Rio Mondego que passa junto aos seus pés, metaforicamente falando, sendo por isso o mais belo. Nesta época de Verão, como sabiam bem os banhos nas águas das "Poldres", "Ferraria", "Ponte de Juncais", nome de locais por onde o rio passa. Muitas vezes, a não autorização dos pais tornavam estas aventuras ainda mais emotivas. Outras vezes, arranjava-se uma cana, colocava-se fio, anzóis e uma rolha a servir de bóia, grande parte das vezes para não pescar nada. Todavia, a camaradagem dos amigos aliada à expectativa do peixe a "picar", ouvindo o som da água e a aragem do rio, tornaram esses tempos de infância e adolescência inesquecíveis.
" O Rio da minha terra não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele."

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O S. JOÃO EM TERRAS DE ALGODRES



Se S. João soubesse

Quando é o seu dia

Vinha do céu à terra

Com prazer e alegria


Eis como Mons. Pinheiro Marques descreve O S. João em Terras de Algodres:

Nas vésperas, os rapazes e até homens casados e mulheres, vão aos montes colher rosmaninhos e bela-luz, que conduzem em molhos e gabelas. À noite, depois da ceia, acendem-se fogueiras na rua, cada um na sua testada, alimentados exclusivamente de rosmaninhos e bela-luz, que inunda de perfume o ambiente. Em volta da mística fogueira armam-se bailaricos e canta-se em honra do santo.

In Terras de Algodres, Mons. Pinheiro Marques
A foto apresenta o convívio que a juventude de então, há dez anos atrás, fazia junto ao pelourinho de Figueiró da Granja.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

DESCENTRALIZAR PARA DESENVOLVER AS TERRAS DE ALGODRES


Figueiró da Granja, a maior freguesia do concelho de Fornos de Algodres e dotada de uma excelente situação geográfica poderia e deveria reivindicar um conjunto de serviços e estruturas para os seus habitantes e para os das freguesias vizinhas (Muxagata, Vila Chã, Sobral Pichorro, Mata, Fuinhas, etc.). Eis alguns exemplos: em vez de se construirem vários polivalentes ao ar livre que pouca utilização têm, porque não construir um pavilhão e se possível com uma piscina coberta que possibilitasse às crianças, jovens e idosos de Figueiró e das outras freguesias uma prática desportiva regular?Figueiró seria o local ideal para a construção de uma escola moderna dotada várias valência onde poderia e deveria ser integrado o tal pavilhão que acolhesse os alunos do 1º e 2º ciclos de parte do concelho. Serviços como os correios, farmácia, extensão do centro de saúde seria opções que dariam melhor qualidade de vida às suas gentes. À semelhança do que existe em Fornos, porque não um Centro Cultural mais perto das pessoas, possibilitando-lhes momentos de cultura e divertimento.
Em suma, Figueiró poderia e deveria voltar a ser a Vila de Figueiró, no sentido de a tornar dotada de mais vida social, possibilitando com isso um maior investimentos por parte dos particulares nesta linda terra, trazendo assim o progresso e um maior desenvolvimento.
Isto só será possível quando houver uma grande unidade dos políticos e gente influente da nossa terra!


quinta-feira, 5 de junho de 2008

A CASA PAROQUIAL DE FIGUEIRÓ DA GRANJA


Há alguns anos atrás, as casas paroquiais encontravam-se habitadas pelos respectivos párocos. Recordo o Sr. Pe. Artur que residiu durante muitos anos nesta casa paroquial de Figueiró da Granja. Penso que esta casa foi dada à igreja pelo Mons. Pinheiro Marques. Há uma certa dívida de gratidão para com ele. Seria importante prepetuar esse facto.
Recordo o Sr. Pe. Artur nestas escadas "fumando um pensativo cigarro", como diria o Eça. Quando aí passávamos, lá tinhamos de fazer o ritual de pedir a benção ao Sr. Abade. Este gesto que hoje considero de subserviência, fazia com que aquele tivesse um certo domínio psicológico sobre os seus paroquianos, assumindo assim um papel fundamental na vida social e política da freguesia.

Hoje, estes espaços, em grande parte das paróquias, passaram a ser locais ao serviço das mesmas. É o que acontece em Figueiró da Granja, onde hoje funciona como centro de catequese e local de reuniões.

BEIRA ALTA: USOS E COSTUMES EM TEMPO QUARESMAL...

"Também durante a quaresma até domingo de Páscoa há o uso de um homem e uma mulher, ordinariamente pessoas solteiras, se mandarem reza...