quinta-feira, 21 de agosto de 2008

RAZÕES PARA A PARTIDA


Esta é um época em que muitos dos nossos emigrantes regressam à terra mãe para matarem saudades da mesma e dos seus entes queridos.
Num tempo em que a desertificação do interior é uma realidade, poder-se-á perguntar se a principal causa da saída de muitos conterrâneos da sua terra se deve simplesmente a uma questão de busca de melhores condições de vida, isto é uma razão de carácter económico. Não tenho dúvidas que antigamente esta era a causa principal. O povo diz que "o dinheiro não dá a felicidade mas ajuda". Eu concordo com a sabedoria popular. Este "ajuda" funciona como um complemento. A felicidade pode encontrar-se, muitas vezes, simplesmente com "o pão nosso de cada dia". Hoje pode haver outras razões que leva à partida. Muitas vezes verifica-se um mal estar social que leva muitos a desiludirem-se com algumas gentes e instituições das suas terras. As "guerras" mesquinhas de carácter político, social e outras leva a que muitos que gostariam de contribuir para o progresso da sua terra se desiludam e partam. Os preconceitos e o conservadorismo exagerado levam a que muitos partam.
Crie-se um ambiente propício ao bem estar interior e verificar-se-á menos "partidas" do Interior para o Exterior.
Votos de umas óptimas férias, em especial, para os emigrantes das Terras de Algodres!

1 comentário:

Anónimo disse...

MIGRAÇÕES NO SÉCULO XXI: TODOS OS HOMENS “VIAJAM SOBRE UM ÚNICO NAVIO”

A migração tornou-se um fenómeno planetário, que envolve todos os países do mundo (partida, passagem ou chegada). Cerca de 200 milhões de pessoas vivem fora do próprio país de origem. A migração é feita de muitos números e estatísticas que crescem sempre mais, mas, principalmente, é feita de rostos, histórias e “esperanças”.
Na era da globalização, a economia visa cada vez mais a transpor as fronteiras de cada país. A actual ordem económica global não deixa vislumbrar um futuro de maior justiça, democracia e distribuição dos bens. Ao passo que se difunde no mundo inteiro uma única cultura niveladora, que coloca no centro o lucro e a lei do
Mercado. O actual e crescente estímulo a emigrar, portanto, tem como causa: o aumento da desigualdade social e económica entre o Norte e o Sul do mundo; a falta de perspectiva no âmbito da formação e do trabalho para muitos jovens; as catástrofes naturais e ecológicas; o desequilíbrio demográfico entre os diversos continentes; as guerras; a perseguição política, étnica e religiosa; o terrorismo; a violação dos direitos humanos.

O mundo da mobilidade humana tornou-se hoje, talvez, ainda mais complexo e atinge todos. A emigração representa um componente importante da crescente interdependência entre todas as nações. Também por causa dos movimentos migratórios, resulta evidente que todos os homens “viajam sobre um único navio”, isto é, vivem num único mundo. O nosso destino está cada vez mais ligado ao destino de todos, assim devemos “lutar” pela convivência construtiva das “diversidades” no interior da sociedade, para uma autêntica promoção da justiça e da paz no mundo.