sexta-feira, 3 de abril de 2009

O DOMINGO DE RAMOS


No Domingo de Ramos não se vai à horta buscar nem se come hortaliça, porque seria seria comer ou trazer lagartas para casa todo o ano.

Neste dia toda a gente leva à igreja um ramo ou uma gebela, maior ou menor, de loureiro, oliveira e alecrim, a fim de serem benzidos, para se irem queimando em casa pelo ano fora, em dias de trovoada, e para com eles se confeccionarem as cruzes que se hão-de colocar em sítio bem alto nas fazendas, em dia de Santa Cruz, também com o fim de as protegerem contra raios, coriscos e inundações.

Os homens vigorosos metem-se em brios e procura cada qual suplantar os outros apresentando um grande loureiro, mesmo a árvore completa, muito grande, o maior possível, acontecendo, às vezes, levarem-nas tão grandes, que não cabem na porta nem na abóbada do templo.

In Terras de Algodres

Mons. Pinheiros Marques

2 comentários:

Amaral disse...

João Paulo
Além disso este dia recorda-nos a entrada Triunfal de Cristo em Jerusalém.
Recordo-nos como de um dia para o outro podemos passar de bestiais (aclamados) a bestas (crucificados).
Boa Páscoa
Abraço

al cardoso disse...

Uma excelente transcricao do livro do seu conterraneo Monsenhor Pinheiro Marques: "Terras de Algodres"
Parabens e felicidades.
Passe pelo: "http://dalgodres.blogspot.com/" tem la uma referencia.

Um abraco de amizade.