domingo, 21 de setembro de 2008

PODER E RELIGIÃO, UM CASAMENTO PERIGOSO (Parte II)


Na nossa sociedade portuguesa, esta ligação perigosa entre religião e poder político também esteve presente, infelizmente, ao longo da nossa história. Com a inquisição, foram muitos os que assassinaram pessoas em nome de um deus, que não era o Deus do verdadeiro Cristianismo.

Quem não se recorda da sociedade portuguesa antes do 25 de Abril?Também entre nós, muitas vezes, algum poder hierárquico da igreja não teve a capacidade suficiente de colocar em primeiro lugar os valores que o evangelho transmitia ( liberdade, solidariedade, unidade).

Hoje em dia, é importante que os homens e mulheres que lideram comunidades cristãs resistam aos interesses e pressões que os líderes políticos fazem, já que a razão da sua existência é outra. Já há 2000 anos, Jesus Cristo estava ciente da necessidade de distinguir muito bem estes dois tipos de poder:" A Deus o que é de Deus e a César o que é de César".

A maior parte das vezes, os políticos dão por um lado na esperança de virem a receber por outro, pois estão cientes da importância que a religião tem para as pessoas. Na verdade, são essas mesmas pessoas que lhes irão dar os votos aquando das eleições. Por isso, "colam-se" a tudo aquilo que é sagrado. Por vezes, a religião coloca-se, inconscientemente, ao serviço dos interesses temporais, em detrimentos dos espirituais.

A fronteira entre estes dois tipos de poder, por vezes, pode vir a tornar-se muito ténue.

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