quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

SENSIBILIZAR + DIVULGAR = A INVESTIR E DESENVOLVER AS TERRAS DE ALGODRES


Como todos verificamos, a grande dificuldade dos concelhos do interior é a fixação de pessoas.Esta resulta, na maior parte das vezes, da saída das mesmas da terra que os viu nascer, em busca de melhores condições de vida.Já todos chegámos à conclusão que a falta de indústrias e outros sectores de empregabilidade leva ao abandono das terras. No inquérito realizado no meu blog, 73% dos votantes era de opinião que a area do turismo poderia ser uma das saídas para o desenvolvimento das terras de algodres. Este inquérito vale o que vale, todavia reflete um pouco também a minha opinião em que o valor paisagístico e patrimonial poderiam potenciar investimentos nesta área. Já agora, destaco o CIHAFA, um espaço muito bem conseguido que nos dá uma visão muito interessante da história do nosso concelho. Como captar investimentos para esta área?Considero que a instituição mais habilitada para fazer este "namoro" aos empresários é a Câmara Municipal, haja um verdadeiro interesse por parte da mesma. A realização de folhetos, vídeos e publicidade àquilo que de melhor existe no nosso concelho (Queijo, Serra da Esgalhada, Castro de Santiago, Alto de Algodres, Património,etc.). Hoje há tantos meios de fazer passar a mensagem! Seguidamente há que ser mais pragmáticos, fazendo passar a mensagem, dialogando com os nossos emigrantes naturais do concelho que se ditinguiram empresarialmente e sensibilizá-los e motivá-los a investirem no concelho que os viu nascer. Estes devem estar na primeira linha, pois o valor sentimental é uma mais valia na sensibilização ao investimento e desenvolvimento.Há que procurar saber se existem esses empresários e ir «à procura deles».Se precisamos temos ir à procura.Seguidamente há que divulgar e solicitar audiências com as grandes empresas, se estes não nos solicitam, urge solicitá-los nós com um projecto. Perto de nós, temos a VISABEIRA que tem feito alguns investimentos em concelhos vizinhos, na área do turismo. Apesar de focar especialmente o turismo, esta ideias aplicam-se também à vertente industrial.

Provavelmente não estou ser original, todavia nunca é de mais falar e lembrar estas questões, mesmo correndo o risco de já estarem a ser levadas à prática algumas destas sugestões.
Num mundo globalizante, ou nos movemos para o exterior e jogamos o que de melhor possuímos, ou corremos o risco de ficarmos na cauda do desenvolvimento, apesar das condições que possuímos.

10 comentários:

Carlos de Matos disse...

Boa noite João Paulo e amigos

o teu artigo resume perfeitamente o pragmatismo necessario para canalizar o investimento nas gentes para se desenvolver e fixar as populações.
O problema é do meu ponto de vista cultural. Existe uma herdança manifesta da cultura de autosuficiencia dos nossos antigos o que traz um individualismo entre nos e uma falta de capacidade de empreendimento... Sim tambem pondo uma sociedade em nome da esposa, pode-se considerar egoismo machista mesmo estando-se casado... Tenho a certeza que Portugal é dos paises onde esse arquaismo persiste. Assim sendo a sinergia possivel não existe, falta de união, de abertura, de sociedade... poucos são os empresarios que chegaram a essa forma de cultura societal. Portugal tem no entanto muitos exemplos de sucesso actualmente porque esses leaders adoptaram uma mentalidade moderna.
Concretamente como tu dizes, contactar pessoas, desenvolver circulos de conhecimentos, entreter redes de influencias e interesses, contactos mutuos etc... alèm dos nossos modestos limites participa de um investimento local nesse mundo global. Todos nos conhecemos alguem que pode conhecer alguem que pode intervir, ajudar num projecto assim vai a vida alèm dos simples clientelismo de "tacho" que existem muitas vezes por ai.
Essa teoria de "rings", aneis, circulos, existe de maneira positiva e pode ser a levura para os investimentos. Faltam talvez projectos, pequenos mas realistas e muitos projectos fazem grandes movimentos e todos nos somos actores modestos.
Turismo, pode ser viavel. Mas até onde intervir... fora de parte as visões messianicas de alguns, porque não elaborar um esquema directorio de desenvolvimento turistico dessa região entre Alto Dão e Mondego ... entre Aguiar, Fornos... aqui fica um ideia e procura de sociedades e parcerias... pela minha parte falar é bonito, projectar e realizar é subjugante ;o))

Carlos

al cardoso disse...

Caros Joao e Carlos:

De facto e isso ja tenho alvitrado em varias entradas, uma parceria que em meu ver tinha muito mais razoes e possibilidades para singrar, seria precisamente entre as Camaras de Aguiar e de Fornos. Isto por varias razoes, por sermos pequenos e portanto nao haveria sobranceria de um sobre o outro, pela proximidade e ligacoes familiares, historicas, e ate terrestres.
Estou convencido e o passado tem-nos mostrado que as unioes de Fornos com Seia e Gouveia, tem-se traduzido em mais vantagens para aqueles concelhos, do que para o de Fornos, mas os politicos e que sabem e eu ate estou longe!

Um abraco de amizade
dalgodrense para ambos.

JPCLEMENTE disse...

Caro Carlos!
Concordo com a reflexão que faz. Adquiri há pouco tempo o livro "Política à Portuguesa" de José António Saraiva que explica as razões do nosso atraso e apresenta algumas ideias que vão ao encontro daquelas que apresenta. Aconselho a leitura.
Caro Al.!
também eu sou de opinião que deveria haver parcerias com os concelho que refere e com outros a norte do Mondego (Penalva, Mangualde), apesar destas serem do distrito de Viseu.Nós geograficamente estamos em posições diferentes, virados para a Serra e com uma identidade muito própria, mais ligados afectivamente aos concelhos que refere. Todavia, os interesses políticos falam mais alto. Um abraço
amigo

Anónimo disse...

Quanto a mim, o turísmo devia ser o caminho a seguir para o desenvolvimento do Concelho.
É verdade que faltam infra-estruturas que permitam o alojamento de muita gente, e a oferta em restauração no nosso Concelho também não é por aí além. No entanto como é dito neste artigo, se a mensagem for passando, julgo que as empresas directamente ligadas ao sector turístico, não deixarão de apostar no nosso Concelho.
Julgo que o "click" necessário para nos tornar-mos numa referência turística da região, e até quem sabe do país, tem de passar forçosamente pela Câmara, em conjunto com algumas instituições locais (Juntas de freguesia, Associações, etc...).

Penso que todos estão de acordo de que o património histórico, arquitectónico e paisagistico do concelho tem grande importância, e poderia servir de "motor" para a vinda de pessoas.
Julgo no entanto que temos algo muito mais "rico" do que o património, para desenvolver o sector turístico na região. Refiro-me aos recursos naturais do Município. Quanto a mim a aposta deveria recair no aproveitamento destes espaços naturais, e num tipo específico de oferta, mais concretamente no segmento turístico denominado de "Turismo Aventura", uma área cujo atractivo é a prática de actividades de aventura de carácter recreativo.
Neste ponto, julgo que o nosso concelho tem estruturas naturais com grandes potencialidades para o desenvolvimento de actividades deste tipo. Temos montanhas, planaltos, cursos de água, escarpas profundas, caminhos rurais (infelizmente cheios de silvas), descidas agrestes, etc, tudo condições ideais para a prática de diversas actividades de lazer e aventura. Actividades como Passeios de BTT, descida de montanha em BTT (downhill), escalada, rappel, passeios TT, caminhadas, circuitos de orientação, parapente, tirolesa, trekking, slide, paintball, asa delta, balonismo, canoagem, etc, poderiam perfeitamente ser realizadas no nosso concelho, sem grandes custos ou grandes obras de requalificação de espaços. Isto simplesmente porque eles já existem.
Se Câmara apostar neste tipo de eventos, de uma forma constante e com actividades diversificadas ao longo do ano, julgo que num curto espaço de tempo, nos tornaremos numa referência na oferta deste tipo de actividades, e os potenciais investidores chegarão até nós. É muito difícil? Penso que não, basta readaptar os espaços naturais existentes, criar as condições de segurança necessárias, promover a realização das actividades e apostar continuadamente na sua divulgação.
Também importante é que a oferta abranja actividades para todas as idades e, desta forma, trazer até nós grupos familiares.

Cump's
O anónimo

JPCLEMENTE disse...

Caro Anónimo!
Essa ideia de "Turismo Aventura" para o nosso concelho considero-a bastante positiva. Também concordo que possuímos condições geográfica únicas que estão por explorar para esse tipo de actividades. Paralelamente,temos a 5 a nossos pés que possibilitaria chegar a nossa terra, desde os grandes centros sempre em auto-estrada. Pergunto porque é que, quem de direito, não aposta nas sugestões que apresenta? Esperemos que com com o chegar das eleições comece a haver novidades.
Um óptimo fim de semana para todos

JPCLEMENTE disse...

Não A5 mas A25.

Carlos de Matos disse...

Ola Fornenses,

Obrigado pelo conselho de leitura que irei seguir. Esses axos de desenvolvimento global pode ser aplicado nas nossas terras. O turismo sim ! Mas concretamente o que se pode fazer para incentivar os nossos primeiros visitantes que todos os anos se movem ai... emigrantes, imigrantes...
Em França o orgão local de promoção turistica denomina-se "Syndicat d'Iniciative Touristique",
nem vale a pena traduzir ;o)) e essa união liberal tem um "Office du Tourisme" como executivo.
União é mesmo o termo adequato, lembro-me da "União de Satão e Aguiar da Beira" que é um exemplo de empreendimento economico antigo entre investidores dos dois concelhos....
Essa união é de facto porque os objectivos são partilhados. Unir esforços, recursos, accões... tudo participa ao interresse geral.
Vou deixar uma ideia de promoção interconcelhia e penso realizavel.
As câmaras de Fornos e Aguiar, as juntas de freguesias, os parceiros economicos, sociais, culturais etc... as empresas de lazer, restaurantes, as casas de turismo.... toda essa boa gente poderia incentivar tendo uma coordenação para organizar um evento commun e relevando essa presuposta dinamica necessaria para o desenvolvimento.
A "Rota do Queijo", "Carreiro do Queijo" ou "Caminho do Queijo" qualquer nome que uni-se toda a gente a volta de uma acção que ligaria Valverde, terra historica de queijeiros a Penaverde, terra de productores à Fornos de Algodres, plaça de venda e feira reconhecida... Essa Rota poderia ocorrer nessa epoca do ano onde cada um organiza sua festa do Queijo no seu lado e poderia materializar-se por um raid pedestre, uma meia maratona, um comboio equestre em bivuaque levando queijo de Valverde até Fornos Gare para o enviar para Lisboa ;o))... ou ficariamos com o nosso queijinho... nessa aventura Os industriais dos Lacticinios de Aguiar seria parceiros essenciais... aqui fica lançado uma ideia, o que é que pensam ?

Um Forninhense

Anónimo disse...

Ola a todos , pelo que li do Sr. anonimo sobre turismo aventura, dá para ver que tem um conhecimento profundo sobre estudo turistico, levado a cabo pela equipe do Sr. Dr. Rodrigues entre outros, como tal tambem deve saber em que gaveta está esse projecto e tambem qual foi a conclusão a que chegaram apos a sua apresentação publica. Eu assisti á dita apresentação achei-o deveras arrojado e muito estimulante, mas como não incidia concretamente no queijo ,logo vozes se levantaram contra. Na minha humilde opiniao deviamos agarrar esse projecto, trazer as pessoas e depois sim mostrar e vender os nossos melhores e mais genuinos produtos.
MAS!!!! Quem quer não pode ,quem pode não quer ou não lhe interessa Tambem sou apologista da união aos concelho de Aguiar e celorico, como refere o Sr Carlos de Matos.E infelizmente e contra a minha vontade tambem concordo com o Sr. do Cadoiço ,pelo que vi tambem ele vive a (desgraça) em que os nossos politicos locais nos ajudaram a cair. Bjs Sandra

JPCLEMENTE disse...

Olá Sandra!
Não conhecia esse projecto. Se eventualmente conseguir uma cópia gostaria de o conhecer. Esperemos que esta ligação aos concelhos do outro lado do rio motive quem de direito a colocá-lo em prática!
Realmente a nossa afinidade e associação deveria ser com os concelhos do lado de cá e com a nossa especificidade. A nossa situação geográfica é virada para a Serra e não na encosta da serra.Todavia, as afinidades políticas e pessoais falam mais alto.
Bjs
JPC

Anónimo disse...

Olá , como te disse estive na apresentação do projecto, mas como cheguei atrasada, não tenho qualquer docomentação, nem sei se a mesma foi dada. Mas havia algumas pessoas na sala que te podem dar essa informação,(devem ter entrado a horas)por ex. o Filipe Saraiva, refiro este porque presumo que ainda mantenhas contacto com ele, coisa que eu já não tenho.Beijos Sandra