Foi com alguma surpresa e ao mesmo tempo satisfação que verifiquei que o meu artigo "Apostar na Juventude para Ganhar o Futuro" causou algum debate (34 comentários até ao momento).
Um dos anónimos participante focou a importância de separar muito bem as águas: à política o que é da política; à religião o que é da religião e ao associativismo o que é do associativismo. Em algumas freguesias e concelhos pequenos é possível que não haja alternativas! Apesar de ser o ideal, para os "políticos profissionais" essa separação de poderes, por vezes, torna-se difícil. É no associativismo e na igreja que está a chave para se ganharem eleições. Verificamos que os "políticos profissionais" fazem tudo ou por estarem dentro das estruturas das organizações ou então colocar lá pessoas da sua confiança política. Nos meios mais pequenos, nota-se muito mais. Por vezes, há pessoas com sensibilidade para essas áreas, todavia a habilidade desses profissionais da política, fala mais alto e colocam-se de lado pessoas competentes que pensam pela sua cabeça mas com pouco tacto político. É evidente que isto traz consequência, pois o poder dos organismos fica concentrado numa ou duas pessoas.
As grandes ditaduras foi assim que permaneceram no poder, trazendo consigo, a falta de liberdade interior das pessoas e o pouco desenvolvimento do país, pois também não interessava dialogar e estabelecer relações com os países democráticos. Veja-se Portugal, em termos de desenvolvimento, antes do 25 de Abril e depois de estabelecido o poder e o debate democrático!
Com as devidas distâncias, alguns políticos do nosso interior padecem um pouco dessa mentalidade e a chave para desenvolver o interior passa também por termos uma democracia mais sã, onde a liberdade de escolha ou de opinião seja uma mais valia para o bem comum e torne as pessoas mais felizes, razão da nossa existência.
Há uns anos atrás, escrevi um artigo que sintetizava um pouco esta ideia, cujo título era "De uma grande ditadura a pequenas ditaduras, mascaradas de democracia".
Esta é uma reflexão pessoal de um idealista que não visa criticar nem atingir seja quem for, mas ser motivo de debate e troca de ideias com todos aqueles que acreditam na democracia e liberdade de opinião!.