
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 2 de setembro de 2008
QUEM CANTA AS NOSSAS CANTIGAS?

quinta-feira, 19 de junho de 2008
O S. JOÃO EM TERRAS DE ALGODRES
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O ASSOCIATIVISMO, UM COMPLEMENTO NA FORMAÇÃO ESCOLAR

Paralelamente à formação escolar, há uma outra vertente que complementa a formação da pessoa humana. Esse complemento é feito através da participação activa em movimentos, associações, clubes, grupos de música, etc. Na verdade, é também aqui que os pais devem apostar na formação dos seus educandos. Abrir-lhes as portas para colocarem ao serviço dos seus semelhantes as suas potencialidades e, ao mesmo tempo, receberem os contributos que os outros oferecem.
Nesta formação complementar, há entidades que não deverão fugir às suas responsabilidades, são as entidades oficiais (Governos, Câmaras, Juntas de freguesia, etc). Verificamos, algumas vezes, que para alguns políticos, atribuir este ou aquele subsídios acontece em função do número de votos que daí possam advir. Muitas vezes, o agir político é feito não em função das pessoas mas sim em função da carreira política pessoal. Os nosso governantes, quando atribuem subsídios, limitam-se a gerir o dinheiro que é de todos nós.
As poucas associações recreativas, culturais e desportivas existentes no nosso concelho possuem um papel importante no complemento da formação que os nossos jovens recebem em casa e na escola. Cada vez mais, é importante que elas mantenham a sua autonomia e não estejam ao serviço de outros interesses que não sejam, contribuir para a formação complementar da pessoa humana.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O "ZÉ DAS ISCAS"
domingo, 2 de dezembro de 2007
Apostar no ser humano para ganhar o desenvolvimento

Eis mais uma das ruas da minha terra. Por ela, foram muitas as gerações que por lá passaram. Neste balcões, no Verão, era comum as pessoas sentarem para "apanharem a fresca". Na minha infância sentei-me muitas vezes nestas escadas, ouvindo histórias dos mais velhos. Eram momentos únicos: escutar aqueles que eu considero "bibliotecas vivas". Hoje, este ritual vai sendo ultrapassado pela TV e internet. Muitos destes seres humanos já não estão entre nós. Também eles tinham muitos sonhos, alguns dos quais não conseguiram realizar.
Quantas vezes esses sonhos foram castrados, só por causa do medo de arriscar, e de não acreditar!
Reflectindo acerca da sociedade e da personalidade das gentes das terras de Algodres, onde me incluo eu próprio, fico com a sensação que, por vezes, nós, devido ao contexto em que estamos inseridas, não acreditam nas potencialidade que possuimos. Considero que há toda uma cultura tão enraizada, com muitos anos que faz com que muitos se resignem à situação em que se encontram. À semelhança da Idade Média em que o nosso destino estava marcado por Deus de acordo com o berço e por isso não havia nada a fazer. Quem nasceu numa familia dita "nobre" será sempre vista como "o filho do Sr...." e não se olha se o mesmo é competente na profissão que exerce ou se é um cidadão exemplar perante os seus conterrâneos. O mesmo acontece relativamente ao que nasce num berço, cuja familia é considerada humilde. Este é visto como alguém que, à partida, esta limitado ao facto de ter nascido nesse berço e é sempre visto como alguém que jamais chegará longe.Daí, verificarmos que muitas dessas pessoas, fora da sua terra conseguem ser grande empreendedores e muito respeitados nas terras que os acolheram. Penso que é esta abertura que falta e acreditar que o mais importante é a pessoa que cada um é, independentemente da família ou da terra onde nasceu. Com o 25 de Abril, visava-se que este ideal de igualdade e acreditar na pessoa humana fosse uma realidade. Infelizmente, ainda há que levantar algumas barreiras. Até ao nível autárquico, há que sensibilizar as pessoas a acreditarem que são capazes de ter ideias novas e a avançar em projectos diferentes independentemente da família, dos estudos, da terra onde nasceu, etc.
O mesmo deve acontecer a quem escolhe a nossa terra para trabalhar ou a quem regressa depois de alguns anos fora da sua terra, um busca de melhores condições de vida. Estes trazem um potencial que deve ser aproveitado, acolhendo-os e aceitar as ideias novas que trazem consigo.
Num mundo global onde vivemos, cada vez as fronteiras são mais ténues. Nós devemos abrirmo-nos ao mundo com o que somos e acreditando em nós e nas nossas capacidades, independentemente da família, religião, raça, etc. Com o contributo de todos, teríamos uma terra mas desenvolvida.Há que passar de um Teocentrismo para um Antropocentrismo!
BEIRA ALTA: USOS E COSTUMES EM TEMPO QUARESMAL...
"Também durante a quaresma até domingo de Páscoa há o uso de um homem e uma mulher, ordinariamente pessoas solteiras, se mandarem reza...