quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

UM SANTO E FELIZ NATAL



Hoje caíram diamantes de chuva no meu coração.

Mais pareciam lágrimas derramadas de olhos inocentes de criança.

Eclodiram em Natal de esquecimento onde um Pai Natal, ou um menino Jesus, já nada podiam responder a uma súplica.

“ Neste dia, apenas queria a alegria do que tinha tido:

- Paz, um simples brinquedo, uma mesa de iguarias, os meus pais sem discussões, o amor nos corações.

Não percebo o que se passa!

Ser criança, ou ser adulto, neste país já me ultrapassa.

Ouço os meus pais falarem de coisas que não entendo: IRS, seguros, prestações de casa e carro, IMI,

Troika, FMI… mas que é isto afinal?

Tem a ver com o Natal?”

Hoje no meu coração vai crescendo esta questão:

Serão lágrimas de diamante,

Ou estrelas que o céu chorou?

Será súplica distante,

Ou revolta que acordou

Fernando Magalhães-2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

UM PROGRAMA ELEITORAL DO POVO E PARA O POVO

Numa altura em que se começa a perspetivar o futuro ato eleitoral autárquico, seria importantes que os programas eleitorais refletissem os verdadeiros anseios da população. Assim, tive conhecimento aqui no Norte, na terra que me acolheu,  um projeto que não é mais um concurso de ideias para tornar a freguesia ainda melhor. Após o lançamento do concurso, foram recebidos vários contributos dos eleitores. Posteriormente, essas ideias foram dadas a conhecer a toda a população numa assembleia do povo onde este se encarregou de votar as mais importantes/necessárias para a freguesia. A junta de freguesia, perante as propostas mais votadas, responsabilizou-se em dar apoio político, técnico e financeiro para a sua concretização.
Numa altura em em que o povo anda cada vez mais divorciado do poder político, urge que os políticos ouçam o sentir do povo e "ofereçam" um programa eleitoral do povo e para o povo, complementado com a capacidade de liderança, de diálogo e de visão de futuro de quem o visa implementar. Como é evidente, a forma de executar um projeto desta natureza é variável de acordo com o contexto socieconómico em que cada terra está inserida. Se neste projeto a internet foi uma mais valia na comunicação, uma vez que a juventude é muita, numa terra do interior o meio de transmitir esses anseios teria que ser complementado com os meios de comunicação mais tradicional. Porque não uma "caixa de propostas?"

EIS ALGUMAS IDEIAS PARA UM FREGUESIA/ MUNICÍPIO DO LITORAL E... NÃO SÓ...




domingo, 28 de outubro de 2012

"Portugal e Grécia faliram por corrupção de estado" Programa "Prós e Contra"

O diagnóstico da crise. Tão simples como isto http://www.youtube.com/watch?v=HyQ-LhTzzKo&feature=share



E... se fizermos o paralelismo com os problemas financeiros de algumas autarquias?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

UM GRITO DA ALMA LUSITANA

Num momento em que nos roubam a cada instante, mais um belíssimo artigo do meu colega e amigo Fernando Magalhães!


terça-feira, 25 de setembro de 2012

RECORDANDO A MINHA TIA ZULMIRA, NATURAL DE MOREIRA, PENAVERDE 1950

Fizeram-me chegar um manuscrito com uns versos muito antigos que recordam a tragédia da morte de uma tia, irmã de minha mãe, chamada Zulmira, em abril de 1950, num acidente de automóvel.
Apesar de não ter pedido autorização para publicar, tomei a liberdade de o fazer, para deste modo homenagear esta tia que não conheci e paralelamente demonstrar que os valores da amizade eram muito fortes nas nossas aldeias. A dor de um era a dor da comunidade.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RECORDAÇÕES DE FIGUEIRÓ DA GRANJA





Tomei a liberdade de "roubar" algumas fotos ao meu antigo vizinho, o Sr. Francisco Pina, que na minha infãncia o conhecia como o "Chico da Sra. Florinda". Obrigado por partilhar estas relíquias que fazem a história de uma terra que para ter futuro não pode jamais esquecer as suas raízes.
Nestas últimas fotos, encontram-se alguns familiares meus, nomeadamente o meu avô Zé, que eu não conheci e a minha tia Paixão.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

RELVAS, UM CONTRIBUINTE PARA A FALTA DE PRINCÍPIOS NA POLÍTICA PORTUGUESA

A crise que hoje os portugueses, a todo o custo, tentam contrariar, transporta consigo algo de positivo. A podridão, a corrupção e a mentira, à semelhança do azeite, surge à tona, através dos meios de comunicação social.  Durante muitos anos, andámos anestesiados com as palavras "sábias", ironia, dos nossos governantes. A mentira andava por aí mas poucos a admitiam.
Na verdade, o facto de termos entrado na família europeia trouxe consigo diversos benefícios. A generalidade dos portugueses esqueceu os tempos de miséria que Salazar admirava. Todavia, os políticos não foram sábios em lançar os alicerces do desenvolvimeto e da sustentabilidade de um país que, embora pequeno, possui gente com valor. Bastava olharmos para a nossa história para concluir que a matéria prima existia era de boa qualidade. Os que nos lideraram, infelizmente, não souberam rentabilizar a boa matéria prima. Muitos daqueles que hoje choram lágrimas de corcodilo pelo facto de termos perdido a nossa independência económica esquecem-se que, na génese do problema, eles estiveram na primeira linha. Nos governos do prof. Cavao Silva, com tanto dinheiro, oriundo da união europeia, o interior ficou cada vez mais solitário. Parece um contrasenso. O dinheiro que tinha como objetivo enraizar as pessoas serviu para ganhar eleições e ser distribuído habilidosamente por alguns. Os alicerces não se construiram...Se hoje, Relvas, a nível nacional,  é o cabeça de cartaz do facilitismo, do "chico espertismo", da falta de princípios,  quantos "Relvas" não haverá a nível local e regional?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O 25 DE ABRIL DE ONTEM E OS POLÍTICOS DE HOJE

O meu amigo, colega, escritor e pintor Fernando Megalhães que viveu o 25 de Abril de 1974, nesta frase sintetiza o sentimento que muitos têm relativamente aos políticos que nos governam:

"Hoje, o outrora resplandecente cravo vermelho plantado em tubo de negro aço que cheirava a pólvora, apodreceu na terra carenciada de adubo pelas mãos governantes que se adubam a si próprias!..."


Fernando Magalhães – abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O SENTIDO DA PÁSCOA NA SOCIEDADE


A vitória da vida sobre a morte irá ser lembrada pelos cristãos no domingo de páscoa. Na realidade, o que está inerente a tudo o que nos rodeia é esta duplicidade. O frio só existe porque há o quente; a alegria só é explicável porque existe a tristeza; o sucesso educativo dos alunos só se verifica se antes houver momentos de esforço e persistência. Muitas vezes,  o salto para a frente de algumas regiões só se dá quando os cidadão se consciencializarem que são uma parte importante na decisão do futuro coletivo. Essa consciencialização, por vezes, só acontece em momentos de alguma dificuldade de algum sofrimento. São momentos que nos levam a refletir.
A consciencialização de que os dinheiros públicos, muitas vezes, não tiveram a melhor aplicação só vem à luz do dia em tempo de vacas magras. Estes momentos de reflexão deveriam ter expressão na mudança de atitude, primeiramente de cada cidadão, que teria reflexo na mutação daqueles que nos governam há muito.
A mensagem pascal pode, pois, aplicar-se às diversas dimensões da vida humana.
Para todos os que me visitam através deste espçao, votos de uma Santa Páscoa!

sexta-feira, 2 de março de 2012

HOTEL À VISTA EM FORNOS DE ALGODRES! JÁ NASCEU O HOTEL "ESTRELA À VISTA"


Para mais e melhor informação clic
a quem "roubei" esta foto!
Todos seremos poucos na divulgação de tudo o que de bom nasce na terra que nos viu nascer.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A CRISE E A DESERTIFICAÇÃO DO INTERIOR

Hoje, todos nós estamos a sentir na pele os erros dos políticos que nos governaram, principalmente, em tempo de "vacas gordas". Veja-se a governação cavaquista há alguns anos atrás . O dinheiro que visava estruturar o país para um desenvolvimento harmonioso foi mal aplicado e, quando a fonte começou a esgotar-se, constata-se que a casa foi construida sem alicerces. A formação para uma cultura de empreendedorismo não foi feita. Não se apostou no homem e nas suas potencialidades. Hiperbolizou-se a política do betão. Não se estudou o potencial de cada região e respetiva rentabilização. Não se apostou no ser humano de cada freguesia e vila do interior. Os jovens não encontravam horizontes de futuro nestas terras. A emigração foi, para muitos, a solução. Somente os "chicos espertos" do regime foram governando a sua vidinha.   Chegou, pasme-se, ao cúmulo de haver até uma certa admiração por aqueles. Dir-se-á que hoje a maior parte das nossas vilas do interior possuem todas as condições estruturais para se ter qualidade de vida. É verdade. Porém, as pessoas, razão de tudo isso, vão sendo cada vez menos pois não se criaram condições à sua fixação. Provavelmente era mais fácil e rentável, politicamente, apostar numa política de betão.Com dinheiro ou sem dinheiro o importante era mostrar obra. ""Quem vier a seguir, que feche a porta!"
Crise, uma oportunidade?

 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FESTA DO "MÁRTELE": A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA!

Ó vila de Figueiró,
Já te podes chamar vila
Tens o "Mártele" à entrada
E S. Pedro à saída.





Realizou-se, no passado fim de semana, a festa em honra do Mártir S. Sebastião ou "Mártele" S. Sebastião, como diz o povo.
Conforme diz Mons. Pinheiro Marques, este é um dos sentinelas vigilantes que guarda a povoação de Figueiró: "Tem a nascente Nª Senhora da Copa Cabana, ao norte S. Pedro e Stª Eufêmia, ao poente S. Sebastião, e ao sul S. Silvestre, além das Eiras."
Esta é uma das festas mais emotivas. Todo o "espectáculo" que envolve a procissão com o Santo cravado de flechas a ser transportado por militares, coloca as emoções à "flôr da pele".
Lembro-me dos efusivos sermões do Padre Arlindo que, como nós dizíamos até "fazia chorar as velhas ".
Da parte da tarde, realizou-se o tradicional "Pão dos Pobres" em que é oferecido pão, cozido no forno de Figueiró e são cantadas cantigas tradicionais e em honra do santo.
Os figueiroenses sempre nutriram uma grande admiração por este santo, devido à sua verticalidade nas convicções. Saibamos seguir o seu exemplo e construiremos uma sociedade mais verdadeira e mais sólida.